Wednesday, February 25, 2015

NONSENSE!



Um dia vou para o jardim, ponho uma alface na cabeça e finjo que sou uma cenoura”
Filipa Sampaio

Hoje é o dia…
 Em que me enfio nos sapatos de alguém e deixo de fingir.
Em que me pico nas estrelas e apanho uma overdose.
O tempo é agora.
De conduzir as pernas para fora daqui. O volante é o coração. O vento é o caminho.
As asas são construídas à medida do declive da descida. Subir, sobe-se só com a vontade de voar.
O que temos são momentos.
Ser um outsider a olhar o absoluto.
Gosto do amor eterno que dura dois segundos: Um segundo de paixão e outro de obsessão. Fim.
Gosto de histórias simples,
Que acabam antes do drama do drama.
 Principio, emoção, fim.
Senso comum é o princípio do fim do amor.
Estalar o verniz com as unhas nuas de preconceitos.
Mentes que julgam são mentes que mentem com os dentes todos.
A vida devia ser…
 Uma celebração.
Por estarmos vivos.
Uma viagem com curvas e retas. Nunca com círculos e quadrados.
A morte é apenas uma vírgula.
O ponto final é quando te esqueces
De que só temos o momento.
O pêndulo da mente entre o errado e o certo
Essa é que é a água tónica do acento.  

Paula Lamares
Fev/2015

1 comment:

  1. "A morte é apenas uma vírgula.
    O ponto final é quando te esqueces"

    amei

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