Wednesday, June 5, 2013

CFDA AWARDS 2013

Miranda Kerr wore a Proenza Schouler dress with a clutch and heels by Stuart Weitzman
 
 
 
 
There are many red carpets this time of  the year, but as for me no one equals CFDA Awards in style and coolness. This edition had the particularity of the Council of Fashion Designers of America had given the womenswear DESIGNER OF THE YEAR'S AWARD to the duo of designers who appearing in the Top 5 of my preferences: Jack McCollough and Lazaro Hernandez (Proenza Schouler); I also loved the fact that Riccardo Tisci has received the International award, a prize more than deserved axccording to the work at Givenchy.
 
 
Há muitas red carpets nesta época do ano, mas, quanto a mim nenhuma iguala a CFDA Awards em estilo e bom gosto. Esta edição teve a particularidade de o Council of Fashion Designers of America  premiar a dupla de designers que figura no Top 5 das minhas preferencias: Jack McCollough e Lazaro Hernandez (Proenza Schouler) que ganhou o prémio de Designer de Vestuário Feminino do Ano. Adorei também o facto de Riccardo Tisci ter recebido o International Award, um prémio mais que merecido tendo em conta o trabalho desenvolvido na Givenchy.
 
 
 
Nicole Richie accessorised her Marc Jacobs autumn/winter 2013-14 slip dress with a Christian Louboutin clutch.
 
 
Lily Aldridge wore The Row top-to-toe
 
 
 
Adriana Lima in a sheer-skirted dress by Givenchy by Riccardo Tisci
 

Womenswear Designer of the Year: Jack McCollough and Lazaro Hernandez for Proenza Schouler
Menswear Designer of the Year: Thom Browne
Accessories Designer of the Year: Phillip Lim for 3.1 Phillip Lim: Jack McCollough and Lazaro Hernandez for Proenza Schouler
Menswear Designer of the Year: Thom Browne
Accessories Designer of the Year: Phillip Lim for 3.1 Phillip Lim

Tim Blanks of Style.com received the Media Award.

Friday, May 31, 2013

INSPIRATION: Pre-Raphaelite's Imaginary Inspired Now Fashion




Ophelia by Sir John Everett Millais, 1851-2

Jean-Charles De Castelbajac, FW 2013

Thursday, May 30, 2013

JOANA VASCONCELOS, THE BOAT, TRAFARIA BEACH A LA HAMPTONS STYLE, AND SO ON...





Sou do tempo em que os cacilheiros eram coisas "popularuchas", o transporte favorito de magalas cheios de sexyness e criadas roliças, para irem à praia da Trafaria, comer sandes de paio, croquetes luzidios com vinho a granel e darem uns apalpões marotos, mutuamente. Mudam-se os tempos e agora o Cacilheiro é objeto de culto, viaja até à afamada Bienal de Veneza pelas mãozinhas larocas da Joana Vasconcelos. De Portugal para o mundo, o kitch tuga está na moda... Joana V. está a fazer pelos tipicos cacilheiros e pela margem sul de um país dividido por um rio, o que o Pedro Passos Coelho fez por Massamá e os arrebaldes esquecidos e sonegados de Sintra património da humanidade. Fixe! É assim que se elevam as cidades dormitório a destinos pop e os destinos fluviais de areias sujas e águas poluidas a lugares cool. Se os portugueses tivessem visão de negócio, já se estavam a preparar bistrôs chics e bares de praia curtidos de puffs pretos e palhotas deluxe para espalhar pela Trafaria Beach tipo 'The Hamptons' de Almada city. O que não deixa de ser comovente é verificar que os ícones do popular nacionalismo da minha infância estão aí cheios de estilo. Primeiro foram as andorinhas pretas de plástico que de repente foram adoradas, co-adoptadas pela moda e estampadas em roupa de marcas de luxo, logo copiadas, sofregamente, pelas zaras deste mundo. Em seguida veio a Miuccia Prada apaixonar-se perdidamente pela azulejaria portuguesa. Depois foi a vez dos galos de Barcelos, dos sabonetes e das conservas terem uma vida nova e carissima nas prateleiras da Vida Portuguesa.

Eu que não sou uma pessoa nostálgica, não deixo de me comover quando vejo o cacilheiro da Joana a vogar nos românticos canais de Veneza, recordando-me quando criança ia com os meus pais num barco destes, atafulhado de cestos de verga a cheirarem a enchidos e garrafões de 5 litros de verde tinto da populaça rumo à Caparica, para umas merecidas férias de operariado - sim porque nesse tempo os que trabalhavam tinham possibilidades de ir de férias!!! Fico mesmo comovida com esta peregrina ideia da artista Vasconcelos, a levar assim o cacilheiro das minhas férias de verão aos mais altos selectos do universo cool. Um obrigada sincero, mas, por favor Joana V. deixe lá de brincar com o verão 2013 no seu atelier de engenheiros, arquitetos e demais assessores para a arte & instalações SA, devolva-nos o sol bem português sem ser em naperon de renda de bilros, o pessoal quer ir à praia, nem que seja da Trafaria.      




Imagens via O meu Ipad veste Prada

INSPIRATION: THINGS THAT I'M THINKING ABOUT RIGHT NOW...

Marco Glaviano
 


1.       NOSTALGIA: É quando o ato de relembrar um facto nos dá mais prazer que o facto em si, evocando emoções ao mesmo tempo calorosas e imprecisas, mas, também dolorosas no melhor dos sentidos. Decididamente, não sou uma pessoa nostálgica e não acho que dantes é que era ou sequer tenho uma visão romântica da paisagem que vai da minha infância aos 18 anos.

2.       PAPAS: Gosto de papa Cerélac como gostava quando era criança, com a diferença de que agora tenho plena consciência que engorda, pelo que era muito mais feliz na minha ignorância sobre a existência de massa gorda e que o prazer que os hidratos de carbono provocam é diretamente proporcional ao aumento da mesma. Se isso é ser nostálgica não sei, mas, hoje como ontem continuo a comer Cérelac e Nestum, e ao mesmo tempo tento evitar os obstáculos para a felicidade pessoal a que chamam balanças e que mais não são que consequências do poder gravitacional.

3.       RELATIVIDADE: Como é tudo relativo porque é que o nosso peso na Terra é mais considerado que o nosso peso na Lua? E depois, há sempre essa diferença abissal entre o peso real e o peso psicológico, ou seja, o nosso corpo visto pelos outros e o nosso corpo visto por nós que não é bem a mesma coisa. Ou nunca ouviram alguém exclamar nos provadores das lojas “ Meu Deus como este espelho engorda as pessoas, não!!!” E ainda há aquelas teorias fantásticas de que a televisão engorda as pessoas 20 kg, não sei que raio de lanches é que servem nos intervalos dos programas?!

4.       VELHICE: Mas, voltando ao assunto da nostalgia, há também aquele género de pessoas que sofrem de uma espécie rara de nostalgia: a nostalgia do futuro, espécime da mesma família das saudades do futuro da letra dos Trovante. Essas pessoas acham que a velhice é um tempo bestial de sabedoria e calma, repleto de momentos zen onde todas as chatices associadas à imaturidade se eclipsam e sobressaí uma beleza intemporal em cada sulco cavado na face ossuda. Claro que as pessoas que assim pensam não têm mais de 30 anos e desconhecem em absoluto o que é envelhecer e as maleitas associadas à intemporal  beleza de fazer chichi fora do penico.

5.       MEIO: Há dias que se esquecem de ser inteiros- como hoje em que estou meio cansada e os outros parecem meio doidos e as coisas meio sem sentido e os sorrisos comem-se pelas metades a chupar o sumo numa meia dose de infantilidade.
 
6.       EU: Só preciso de sol, praia e um ótimo livro para ser feliz... e muito feliz se o dia acabar em tons avermelhados e rosa, numa esplanada com boa companhia, a ensopar o pão num prato de ameijoas à Bulhão Pato e um número indiscriminado de imperiais.  
 
7.       MANIFESTO: Somos contra tudo o que não nos faz feliz, nem contribui para a felicidade de terceiros. Somos contra a objetividade das certezas absolutas. Somos contra a ideia de que fomos feitos para trabalhar e consumir, consumir, consumir para depois termos que trabalhar mais e mais ainda para consumir mais qualquer coisa. Somos contra aqueles que são contra só porque não e a favor só porque sim. Somos contra a falta de quorum dos sorrisos. Somos contra a crise que nos faz crer que sofrer é um mal necessário e que deitar, virar, mergulhar, deitar e tornar a virar e depois ir comer caracóis e tremoços com imperiais é viver acima das nossas possibilidades. Somos contra aqueles que nos fazem sentir miseráveis mesmo que sejamos pobres. E para já não somos contra mais nada.    
 
 

Wednesday, May 29, 2013

INSPIRATION: MRS. PRADA ( The Importance Of...)



The NY Times T Style Magazine Culture 2013 Miuccia Prada by Mario Sorrenti


Tuesday, May 28, 2013

INSPIRATION: Tilda Swinton for Chanel


 
 

 
 




 

 
 
Photographed by Karl Lagerfeld

Thursday, May 23, 2013

THE NEW SURREALIST MOVEMENT FOUNDED BY THE PORTUGUESE


Não sei se sou eu que estou a ficar louca, ou o mundo anda mesmo surreal. Já nem é uma questão de meteorologia, ou seja, de nevar em finais de Maio num país que se diz de temperado clima mediterrânico. Nem posso afirmar que é antes uma questão de renovada crença nos poderes mágicos da Senhora Fátima que pelos vistos ainda faz aparições privadas à Primeira-Dama portuguesa. Poderíamos ser levados a pensar que o mundo está louco porque a malta está sem cheta para curtir a vida de jeito e sem curtição a malta apanha pifos e fica marada dos cornos para esquecer as contas por pagar… até podia ser. Mas, não é. O mundo anda inexplicavelmente estranho e não há volta a dar.

Até podia pensar-se que o mundo como é feito maioritariamente pelas pessoas estas poderiam estar a sofrer de alguma espécie de enfermidade crónica resultante de uma qualquer mutação genética provocada pelo meio-ambiente que está nitidamente a decrescer em quarto-ambiente e sucessivos minguantes. Até podia ser efeitos da austeridade receitada em doses tão letais que já estamos todos mortos e o mundo transformou-se num cenário cubista dos’The Walking Dead’, mas, sem o «pão» do polícia!
 
 

Se ao menos o mundo ficasse esquisito só daqui as uns anitos, sempre podíamos argumentar que tudo se ficou a dever à aprovação da lei que permite uma criança ter dois pais e nenhuma mãe ou vice-versa. Isto apesar de não se encontrar nenhum estudo sobre as crianças que vivem nos haréns e que têm dezenas de mães e um pai ausente e sempre cansado de tanto dar ao badalo pelas sua eternas virgens sutra!!! Por outro lado, ao que consta o Passos Coelho e o Gaspar tiveram uma mãe e um pai perfeitamente regulares, ao que se sabe não foram sequer adotados e vejam só os traumas que eles carregam!!!! Decididamente não é por isso que o mundo anda histérico-neurasténico, ou dito em linguagem corrente, com uma ganda neura.



A culpa até podia ser atribuída ao gene BRCA1 responsável pela morte mamária da Angelina Jolie o que nos levaria a pensar n’ As Mamas de Tirésias (1917), a peça teatral de Apollinaire considerada uma percursora do movimento surrealista.



...Ou, antes, aquele ataque histérico em Lower East Side, New York que depois alastraria ao mundo como a revolta das mulheres renascentistas contra o corpo surreal tipo bombom da Beyoncé, num biquíni H&M, em roll up nas paragens de autocarro. O que as revoltosas reclamam zangadas é que não têm que levar todas as manhãs com a surrealidade das Beyoncés desta vida enquanto esperam pelo autocarro. É que ninguém avisou essas mulheres que Ticiano já era, o Renascentismo morreu e Beyoncé é a nova Maria Madalena em versão “Magritta”.  

 


 

  Que o mundo anda surreal ninguém dúvida, mas, certamente não se deve ao tio Venner que recentemente decidiu pôr termo à vida com um tiro na boca, dentro da Catedral de Notre-Dame, em Paris, como forma de protesto contra o casamento gay. Por suposto as pessoas são livres de protestarem como quiserem e pelos mais diferentes motivos, foi para isso que se deu a Tomada da Bastilha, ou não foi? Claro que sem revolução francesa não existia hoje facebook e as redes sociais ficariam presas nos jogos palacianos de uma Corte desbragada, corrupta e gastadora. Se avaliarmos que a Corte continua exatamente igual à pré-revolução, só mudou mesmo de nome e que a Maria Cavaco Silva substitui a Marie Antoinette (sobretudo se pensarmos na Marie Antoinette versão Sofia Coppola) ficamos com a exata noção do que é o grotesco para os surrealistas.

 Depois há aquele recente estudo da Agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que defende que a sustentabilidade da Humanidade pode passar por comer… insetos!!!  Pois que os insetos são uma fonte de alimentação ecologicamente mais eficiente do que as vacas, os frangos e os porcos e constituem uma enorme reserva por explorar. Vai uma centopeia rica em ómega 3? Ah, e ainda que os grilos são muito mais eficientes que a vaca porque para fabricarem a mesma proteína comem 24 x menos e produzem por isso muito menos gases com efeito de estufa, como o metano. Vai um bitoque de grilo? E que tal um caviar de ovas de mosquito? Qual Dadaísmo qual quê!!!

O mundo está todo de pernas para o ar e o país segue a moda cegamente com a cabeça bem enterrada na areia num contributo inestimável ao novo movimento surrealista onde o caos é a nova ordem, a loucura é a nova sanidade assim como roubar a muitos é poupar e a incompetência é a nova determinação e por aí adiante numa clara e surreal subversão da ordem instituída.

Estava tudo muito bem se não fossemos obrigados a viver todos dentro do absurdo como se de um quadro de Dali se tratasse, onde a lógica é derretida pelo deserto do falhanço que é a nova coragem politica – falhar, falhar de novo, falhar pior e eis-nos numa peça de  Samuel Beckett reescrita a la portuguesa, pelos arlequins Coelhão, Gasparzinho e Portolas  que já é um clássico do novo movimento surrealista (qual Carnaval do Miró qual quê!).
 
 

No fundo, no fundo os novos surrealistas que devem as suas origens aos membros do governo português, são uns românticos em busca de uma nova supra-realidade sem velhos, funcionários públicos, professores, jovens imberbes e demais incómodos que atentam contra a promessa de uma radical transformação social, se possível, sem pessoas. Coisa que nem os Surrealistas originais sequer alguma vez sonharam.   

 

Wednesday, May 22, 2013

INSPIRATION: IN THE MOOD FOR COOL...


I think the Miu Miu's mood is always the chic@cool ! I really think that if I could have a brand to describe my own way to stay in style that would be only Miu Miu. A brand that was created as a modest second line of the prestigious Prada, now, in my opinion it's much more interesting and creative than its big mother.






 
 
Photographer: Jay Schoen
Stylist: Alba Melendo Garcia
Hair and Makeup: Fabio D’Onofrio
Model: Nastia Shershen @ Elite Milan

Sunday, May 19, 2013

INSPIRATION: AN AFTERNOON AT THE GARDEN OF THE NATIONAL MUSEUM OF COSTUME




No passado Sábado o Museu do Traje comemorou o Dia Mundial dos Museus com um conjunto de iniciativas que surpreenderam pela ousadia e interesse dos temas. Da parte da tarde tivemos à conversa com José António Tenente e Cristina e Cristina Duarte no fabuloso espaço da capela barroca do Museu e ficámos a conhecer um pouco melhor um dos mais conceituados criadores portugueses e o seu universo criativo. À noite foi a vez dos jovens criadores - Pedro Noronha Feio (White Tent) e Vitor Bastos (V!tor) e dos bloggers - Paula Lamares (Fashion Heroines), Marta F. Cardoso (Trend Me Too), José Cabral (O Alfaiate Lisboeta) e Sandra Martins ( que recentemente defendeu uma tese sobre o universo da blogosfera e a moda) se cruzarem em conversa sob o tema Memória + Criatividade = Mudança Social e os Desafios Atuais da moda nacional.

Lá vai o tempo em que os museus eram espaços estáticos e nada interativos. Hoje o conceito de espaço museológico mudou e podemos encontrar uma infinidade de eventos, conferencias, visitas animadas... jogos lúdicos, música, dança... no espaço de um museu que vai muito além das tradiconais exposições permanentes e periódicas.

Clara Vaz Pinto, a diretora do Museu do Traje e a sua magnifica equipa, perfeitamente conscientes da concorrência que as novas tecnologias trouxeram aos museus e os novos desafios colocados a estes locais, apreenderam essa necessidade de tornar o espaço de um museu atrativo e transversal ao visitante de todas as idades e formações. O Museu Nacional do Traje possui hoje as carateristicas ideiais para um programa em familia não só pelas muito interessantes exposições no interior do belissimo edificio como pelos maravilhosos jardins que o ligam ao Museu Nacional do Teatro.

Foram justamente os lindissimos jardins do museu que me inspiraram a desafiar o João para contarmos uma história em imagens. Por uma tarde fui a anftriã de uma visita aos jardim encantado que por momentos senti minha pertença. O João e a sua câmara seguiram-me neste passeio pelo lago das tartarugas, pelas árvores centenárias, pelas muralhas de pedra cenário de tantos beijos roubados,  pelos padrões perfeitos e equilibrio de cores que só a natureza consegue tornar possível ... e onde a inspiração se descobre ao virar de cada esquina. Queiram acompanhar-me por favor nesta tarde em que todos os caminhos vão dar ao tempo mágico onde o passado se entrelaça, romanticamente, com o presente...       



















Photos by Joao Lamares Photography
Skirt and Top by José António Tenente
Hair, make-up and styling by Me
Outdoors courtesy of the National Museum of Costume

Thursday, May 16, 2013

INSPIRATION: MOI MÊME!


Quando uma coisa é má chamo-lhe fase passageira; Quando alguém está de mau humor, sorrio e sigo em frente. Quando a má sorte quase me desespera acho sempre que a esquina está já ali para virar a coisa; Quando não encontro a solução acho que deixa de ser um problema… Para mim não há mundos redondos nem retas que nunca se intersectam, tudo está ligado por um princípio e um fim, muito embora às vezes pareça que o meio dorido é infinito! Todavia, convenço-me que não há mal que nunca acabe.

A idade não me tornou sábia, mas, ensinou-me os jogos de paciência e a persistência como qualidades necessárias a atingir um objetivo querido. Coisas que sonhei conseguir aos 20 só as consegui concretizar aos 40 e muitos, mas, a vida é um todo contínuo e vamos sempre a tempo de encontrar os nossos sonhos de juventude ao virar da tal esquina.  

Outra coisa que a idade me avisou é sobre a necessidade de equilíbrio na balança do ganhar e perder. A vida é menos aquilo que se ganha e que se perde e mais a maneira como reagimos ao ganho e à perda. Aquilo que ganhamos e perdemos acaba por passar e no final somos sempre nós mesmos iguaizinhos a nós.

Não sei se algum dia fui pessimista, acho mesmo que nunca passei pelas idades problemáticas das prateleiras e dos armários. Sempre me entretive menos a olhar em frente e mais a seguir em frente, as pessoas positivas não são diferentes das outras, apenas, preferem o verbo e a ação à contemplação e ao lamento. O que sempre me faltou foi tempo para cumprir tudo aquilo a que me proponho, seguir os meus instintos e contemplar os meus desejos. Desde cedo percebi que não há segredo nenhum em viver bem, é tudo uma questão de nos convencermos que não podemos ter tudo e cada escolha pressupõe a rejeição de milhares de opções diferentes.  Mas, sobretudo, que é impossível fazer sempre a escolha certa para o futuro, quando escolhemos um caminho é simplesmente a escolha certa para aquele preciso momento em que escolhemos, com os dados que tínhamos à altura. O remorso e o arrependimento são sentimentos perfeitamente inúteis porque aquilo que não se pode mudar é o tempo que passou.

Aquilo que somos é muito diferente daquilo que achamos que somos, a opinião que temos sobre nós próprios é erradamente depreciativa. São os outros que um dia contarão a nossa história que pouco ou nada coincidirá com o que realmente aconteceu. Aquilo que somos e a nossa história será tão diferente quanto uma guerra vivida e uma guerra contada nos manuais escolares. A guerra é geralmente contada pelos vencedores e logo aí a verdade já sai deturpada. A nossa guerra pessoal é entre nós e nós, a maior parte das vezes pensamos demais e ansiamos outra coisa que não se parece nada connosco. Aceitarmo-nos como somos só acontece muito tarde na vida. Os nossos olhos quando nos observamos assemelham-se a uma casa de espelhos deturpados que agigantam os nossos defeitos e tornam anãs as nossas qualidades. Raramente vemos com os olhos mas com os sentimentos.

Ás vezes julgo-me uma mulher sem idade que numa hora se sente uma criança curiosa, outra hora uma jovem entusiasmada e noutra ainda uma pessoa amadurecida e desencantada. Muitas vezes coexisto ao mesmo tempo menina e velha que recita um poema pessoano enquanto dança e dança e dança e ri desalmadamente. Faço coisas antagónicas e conto uma multidão dentro de mim. São a pessoa mais anti-solidão que existe, nunca estou sozinha. Não sei o que é sofrer disso. Se quiser invento-me as vezes que quiser e quem quiser, mas, acabo sempre por me encontrar na fantasia carnavalesca do dia-a-dia. Se não me perdi até agora duvido que isso aconteça. Sei sempre quem sou pelas pessoas que amo e a quem regresso sempre após uma longa viagem dure ela um minuto ou anos.

A minha pátria é o corpo das pessoas que amo. A minha língua é a conversa de quem me ama. A cama onde me deito e descanso é a segurança de um abraço forte que nenhum ciclone abala. Não sei se há amor ou amizade assim… convenço-me que  encontrei ambos.

Não há mal que sempre dure… bate bate até que fura. O impossível só está um pouquinho mais longe. Com persistência chegamos. Em caso de dúvida sorri-se. A vida é fácil é só seguir pelos intervalos. E outras parvoíces que tais.

Há dias assim em que até a chuva me inspira a desenhar mil sóis dentro de mim.

Sinto-me tão parva a ser feliz!  


   

INSPIRATION: YOHJI YAMAMOTO by PAOLO ROVERSI




 
 

 
 

 
 
 

INSPIRATION: CANNES


Tuesday, May 14, 2013

CROSS CONVERSATIONS: WHAT ABOUT PORTUGUESE FASHION...? AT THE NATIONAL COSTUME MUSEUM OF LISBON






It's already next Saturday night that the Cross Conversations with bloggers and designers get together to talk about fashion, at the National Costume Museum in Lisbon. The Fashion Heroines will be there alongside O Alfaite Lisboeta, White Tent, Trend Me Too and José António Tenente. I hope you can join us there to celebrate Portuguese fashion at the International Museum's day.

É já no próximo Sábado , dia 18, à noite que as Conversas Cruzadas vão animar o Museu Nacional do Traje com a presença de bloggers e designers para falarem de moda. O Fashion Heroines lá estará ao lado de António José Tenente, White Tent, Trend Me Too e Alfaite Lisboeta. Lá vos espero a todos para celebrarmos a moda portuguesa no Dia Internacional dos Museus. .

Monday, May 13, 2013

INSPIRATION: DID YOU LEAVE THE OBVIOUS FOR A MOMENT... TODAY?





Todas as pessoas deviam ser treinadas desde cedo a fazerem pelo menos uma pergunta todos os dias.. As pessoas deviam ter aulas de desenho mesmo quando crescesssem para aprenderem a colocar a paisagem de cabeça para baixo. Os adultos  vivem a maior parte do tempo agarrados a "cliquês" * e deixam de fazer perguntas porque têm medo que os outros os julguem ignorantes.

Na minha opinião sempre que alguém faz uma pergunta o mundo avança aos pulos como no jogo da macaca. Mas os adultos não gostam de perguntas sem resposta e por isso tiveram que inventar as religiões e demais pensamentos mágicos que lhe tragam todas as respostas que eles depois decoram como as crianças fazem com a tabuada. Só que um mundo igual a uma tabuada seria um mundo muito triste porque os sentimentos deixariam de existir.

Postos isto cheguei a uma conclusão, é mesmo muito dificil ser-se adulto, ter todas as respostas na ponta da lingua e nunca duvidar de nada. Mas, acho que ser criança é muito pior porque ainda não sabemos bem a ordem das coisas e até pode acontecer que desenhemos a boca no lugar dos  olhos e inventarmos que o céu é roxo e não há maneira de sabermos que aquilo está errado. Crescer é ver o céu sempre azul e achar que está errado pinta-lo de roxo, amarelo, verde, preto... Porque é que o azul há-de ser a cor mais certa para representar o céu?

Uma criança é considerada inteligente quanto mais se aproximar do mundo dos adultos e parecer crescida. Eu não concordo nada com isso. Uma criança inteligente nunca cresce e vai perguntar sempre mesmo sobre os assuntos que os adultos deixaram de perguntar há muito tempo porque acham que já têm a resposta certa.

Tenho 9 anos e sou a melhor aluna da minha classe, mas, também gosto de fazer cambalhotas e espreitar o mundo de pernas para o ar. A minha avó diz que eu tenho sempre a cabeça na Lua, o que eu não posso concordar porque se assim fosse não lhe podia dar beijos na face, ou terá que admitir que também ela tem a cabeça tão lá em cima quanto a minha. Sei que o que ela quer dizer é que gosto de vaguear por aí pelo abstracto, como diz a minha professora. Um dia quando eu for velha para aí com uns 40 anos ou mais e ler este texto gostaria de ter a certeza de que nunca parei de fazer perguntas, de desenhar o céu roxo às bolinhas vermelhas e achar que o sol pode estar no centro da terra. Gostaria muito de ser um adulto que faz o mundo avançar só com perguntas e não achar que tenho as respostas todas como a minha mãe e ficar quietinha porque já sei tudo sobre o que interessa.

O que eu não gostava mesmo nada de ser era um politico que mandasse nos outros porque esses senhores nunca fazem perguntas e dão muitas vezes as respostas erradas de propósito para enganar as pessoas.      

Um dia quando crescer e tiver filhos é possível que não me venha a dar muito bem com eles porque não vou ser uma pessoa adulta como a minha mãe e o meu pai. A minha vocação é fazer perguntas e por isso vou ser uma perguntadeira de profissão. É possível que tenha que vir a trabalhar no espaço porque no planeta Terra as pessoas perguntadeiras não são lá muito bem vistas. Também não vou ensinar os meus filhos que o mundo é uma tabuada triste só com uma resposta certa. Por isso é provável que não venha a ser uma mãe muito boa. Eu não gosto de respostas porque sempre que alguém me dá uma resposta certa eu deixo de pensar. Mas, os adultos não podem passar a vida a pensar porque senão não ganham dinheiro para cuidar dos filhos. E esse é que vai ser o meu problema porque eu gosto é de pensar e perguntar e voltar a pensar e a perguntar. Talvez um dia inventem um sitio lá longe depois da Lua onde seja mesmo preciso pensar e perguntar e então eu irei para lá e serei uma boa mãe porque as pessoas serão sempre crianças.

Quando perguntei á minha professora como é que se chamava a profissão em que as pessoas estavam sempre a perguntar disse-me que era ou jornalista ou policia detective. Desconfio mesmo que ela não entendeu aquilo que eu queria perguntar.

Paula Alexandre

*clichés?

( Redação descoberta num caderno meu sobre o tema "O que é que queres ser quando fores grande?" e que fazia parte do rascunho do exame da 4ª classe em Junho de 1975 )

    

Thursday, May 9, 2013

INSPIRATION: SOFIA COPPOLA



 
 
I love Sofia!