Tuesday, April 2, 2013

Courtney Love, Marilyn Manson, Kim Gordon and Ariel Pink Style Themselves in Hedi Slimane's New Potographic Series






 
 
 
 
 
Do you rememeber when Yves Saint Laurent dressed both Mick and Bianca Jagger for their wedding in St Tropez, May 1971?
 
Since the earliest days it was promoted a relationship between rock icons and the house, and once again it happened. This was the time of Marilyn Manson, Kim Gordon, Courtney Love and Ariel Pink that styled themselves for Hedi Slimane to Saint Laurent.
 
 
Lembram-se quando Yves Saint Laurent vestiu o casal Mick e Bianca Jagger para o seu casamento em St. Tropez, em Maio de 1971?
 
Desde sempre YSL promoveu a relação entre a Casa e personalidades icónicas do rock. Desta vez foram Marylin manson, Kim Gordon, Courtney Love e Ariel Pink com styling dos próprios a particpar num projeto de Hedi Slimane para a Saint Laurent.    
 
 

Thursday, March 28, 2013

FRIDAY'S CHRONICLE: FASHION IS MY FREE WORLD


Jak and Jil


Vivi poucos anos sob o regime de restrição das liberdades fundamentais que assolaram o país décadas e o afundaram nesse obscuro cinzentismo dos embustes da cultura das procissões e romarias. Era demasiado nova ( tinha 8 anos quando se deu a revolução) para recordar com clareza esses tempos de censura e medo que geravam a auto-censura que era bem mais castradora para as condições necessárias à criatividade que a própria censura. A moda portuguesa nesse tempo não existia, e creio mesmo que nem sequer existia a ideia de moda, a não ser aquela que abundava nas revistas de louvores femininos e nas Burdas importadas com moldes de vestidos inspirados na chique moda parasiense. Nesse tempo a moda era hiper-elitista e o fashion world era um mundo fechado e inacessível num absolutismo baseado na ideia de que o luxo era exclusivo de uns poucos eleitos que nunca se misturavam com o comum dos mortais.  

Felizmente, que as coisas mudaram, o sistema politico por um lado, e ainda que mais lentamente, a própria ideia de moda que com a internet e o conceito de aldeia global, desceu à rua - como a revolução - e se democratizou para o bem e para o mal. Para o bem porque hoje a moda está acessível a um largo espectro de pessoas e qualquer um que tenha a moda como paixão pode entrar pela porta grande do fashion world com a facilidade que os meios tecnológicos permitem, ou seja, é também, agora, a moda a entrar pelas janelas virtuais das pessoas. Para o mal porque a pressão que se exerce sob os designers e diretores criativos das grandes marcas é enorme, fruto da necessidade de se criar coisas novas a cada 3 meses que rapidamente se tornam velhas mal chegam ao computador do seu público e se difundem nas redes sociais. Por outro temos a presença da fast fashion que as fashion victims idolatram e que muitos vêm como ameaça à verdadeira moda que nada tem de slow actualmente. 

Para mim a moda é a expressão máxima da liberdade. Claro que isto não passa de um ideal porque hoje em dia a moda está sujeita a inúmeros constrangimentos de mercado e de um público sedento de novas tendências e a exigir mais quantidade que nem sempre é sinónimo de qualidade. Mas, continuo a achar que a moda é a liberdade quase absoluta de dispor da nossa imagem que é o último reduto da soberania pessoal. Não é por acaso que uma pessoa quando restringida da sua liberdade individual e vai para a prisão é impedida de usar a sua roupa e de determinar a sua própria imagem. A moda é não só o espelho da identidade de uma época, de uma geração, como o simbolo vivo e mutável da contemporaneidade. Pode escrever-se a História da Humanidade só através da história da sua roupa, acessórios e demais objetos de uso quotidiano de embelezamento pessoal. A farda é oposto da moda, é a uniformização e o esbatimento da individualidade em prol de uma ideia de colectivo.

O que eu mais adoro nesta ideia romântica de moda é justamente a capacidade ilimitada de nos auto-determinarmos como seres individuais e que é exclusivo do Homem. Mesmo as fashion victims, em particular, e os fashionistas, em geral, que perseguem em cada estação as tendências ditadas por meia dúzia de marcas e designers que todos querem e desejam usar, mesmo assim, por mais globalizada que a moda esteja, ela é uma resistente porquanto cada tendência se esbate e se modifica de acordo com a personalidade de quem a usa. Mesmo quem imita na perfeição os manequins de montra e copia o que vê nos editoriais de moda, tem sempre aquele "je ne sais quoi" que o distingue dos demais. Esta é a prova de que ninguém consegue copiar o estilo do outro, antes o assimila como seu e nessa sublimação já não é exactamente igual, mesmo naquelas pessoas mais desprovidas de imaginação. Por isso a moda não é só aparência e não trata só do aspecto exterior. A moda nasce do interior das pessoas, da sua liberdade de se auto-determinarem, mesmo quando se diz não gostar de moda e nada ter a ver com moda. Porque a moda é prévia à consciência do que seja a moda. As crianças desde tenra idade já dão a sua opinião sobre o que gostam e não gostam de vestir e já têm as suas preferências estéticas.

Por outro lado, a moda é o acto mais social que existe. Sem sociedade a moda não teria razão de existir. A moda também é o conjunto de códigos mais ou menos intrincados que cada sociedade se apropria para se distinguir das outras e exercer a sua originalidade coletiva. Quanto mais definidos forem esses códigos mais rigida é a sociedade e, pelo contrário, quanto mais permissivos forem mais respeito há pela autonomia e liberdade pessoal. Uma sociedade é tanto mais evoluida quanto consegue, sem perder a sua autoridade e identidade coletiva, dar o máximo de liberdade ao ser individual. A moda é esse espaço de liberdade, indivudual e social.

Claro que, como atrás referi, nem tudo são rosas no fashion world e hoje mais do que nunca se discute a falta de qualidade da criatividade motivada em parte pelas pressões de mercado de retalho que se vêm a braços com uma crise económica, com a ameaça da fast fashion que copia descaradamente as marcas de luxo e com a velocidade que ultrapassa a barreira do som com que as criações dos designers se tornam velhas após a sua dissiminação viral nas redes sociais e blogs mesmo antes de chegarem às lojas. Quem é que ainda suporta a tendência do padrão de riscas a preto e branco quando a primavera só chegou há dias? E aquela saia-calção minimal da Zara em branco que já se tornou mais viral que o Harlem Shake no youtube?

Todavia, e apesar de todos esses constrangimentos a moda ainda é a minha paixão e o meu espaço de liberdade individual. Todos os dias de manhã quando decido o que vou vestir estou a exercer no seu máximo a liberdade de criar e gerir a minha imagem e a forma como vou comunicar com os outros que é como quem diz, a maneira como me sinto nesse dia ou como quero que os outros me vejam. E felizmente, hoje a moda tem um espaço de liberdade tamanho do mundo, ou quem sabe, maior que o universo porque tão infinito quanto a imaginação livre e porque não, rebelde.

     

HAPPY EASTER












NEO-GRUNGE AS A STATEMENT FOR SPRING 2013



Dries Van Noten SS 2013


The neo-grunge is here acrossing the Spring. The new grunge has been evolving over the course of years. Now, it's shedding the glam-grunge associations and harking back to the effortless days of the '90s - only grown-up and more refined with designers like Dries Van Noten, 3.1 Philip Lim and House of Holland Here's how it's shaping up for spring.


O estilo neo-grunge está em alta nesta primavera. O novo grunge distancia-se do original porque está contaminado por uma aura glam e muito mais refinado e adulto que até lhe chamam glam-grunge. São muitos os designers como Dries Van Noten, 3.1 Philip Lim e House of Holland que se inspiraram neste movimento estético dos anos 90 para criarem as suas coleções para a estação quente de 2013, trazendo o revivalismo ao cenário da moda actual.De facto não há como a disciplina da moda para fundir o passado e o futuro num glorioso presente efémero e ciclico que por vezes chega a ser eterno. 


3.1 Philip Lim


House of Holland SS 2013


The neo-grunge contains also a romantic atittude which the original style hadn't at all because the grunge is always associated to rebellious and a messy aesthetic. On contrary this season the grunge comes with feminine vibesand with a new interpretation of the loose silhouette.


O neo-grunge contêm também uma atitude romântica qu eé alheia ao estilo original muitas vezes conotado com rebelião e uma estética de "mal-arranjado" que nada tem a ver com a feminilidade e a nova interpretação de uma silhueta solta que não existia no grunge tipico.

Acne SS 2013



Tuesday, March 26, 2013

OBSESSED by MIX UP PRINTS


OBSESSED by WHITE MINIMALISM


FOLIOS FOR MEN: STATEMENT KEY FOR MEN'S SPRING






 
 
 
In a world where everything appears to be moving with the speed of sound, the image of men is constantly evolving, breaking boundaries, embracing a daring attitude and as of lately, inevitable borrowing elements from the ladies.

Num mundo onde tudo parece mover-se à velocidade do som, a imagem do hoem contemporâneo está constantemente a mudar, quebrando fronteiras, abraçando uma atitude mais atrevida, indo buscar elementos à moda feminina e integrando-os de uma forma marcadamente masculina.

The spring 2013 fashion trends introduced the folios for men as a refined and significantly fashionable alternative, with power houses like Burberry Prorsum, Valentino, Jil Sander and Costume National advocating for the men’s clutch bag this season. Envisioned to suit any occasion, the men’s folios are being kept masculine and on point, being available in a large spectrum of fabrics and designs.

As clutches para homem são o elemento chave das tendências de primavera, imprescindiveis nas coleções de Burberry Prorsum, valentino, Jil Sander e Costume National. Uma peça versátil que pode ser usada por todos e em qualquer ocasião, disponiveis num largo espectro de cores e materiais para se adaptarem a qualquer look do mais casual ao mais formal.




SPRING FASHION TRENDS NOW IN YOUR WARDROBE!


Se é verdade que a Primavera chegou mas ninguém deu por isso, também já ninguém aguenta os casacões pesados e as multi-camadas que protegem do frio mas pouco têm de sedutor. Por isso nada como planear o nosso guarda-roupa mesmo que os tempos não sejam de grandes gastos. Não sou adepta de vestir tendências dos pés à cabeça e ninguém me verá alguma vez com mais do que uma tendência num só look. O truque é comprar somente uma ou duas peças absolutamente trendy e mistura-la com as peças de outras estações para um upgrade económico, mas, sobretudo adaptado ao nosso estilo pessoal. Eis aqui algumas tendências para esta primavera ditadas pelas passerelles internacionais e nacionais. Agora é só esxolher a que mais agrada e combina contigo... e com a roupa e acessórios que já tens.


OS NOVOS METÁLICOS



Jonathan Saunders SS 2013


Badgley Mischka S/S ’13.


Alexander Wang SS'13

Burberry Prorsum



TRANSPARÊNCIAS










MODERN BOHO









PLASTIFICADOS








BLACK AND WHITE
 



 
 


CROP TOPS











 
 

PADRÃO PINCELADAS 









 
 

CAMO WOMAN








SPORTY CHIC










Sunday, March 24, 2013

WAINTING FOR SPRING...




























Não sou nostálgica nem tristonha por natureza, mas,  o tempo cinzento afecta-me e põe-me de mau humor, sobretudo quando o calendário nos diz que é tempo de sol e temperaturas amenas. Mas, regra geral a minha disposição não é uma questão tão filosófica ou metafisica que mereça um discurso sobre a matéria que é mais não-matéria. Sai de casa e embrenhei-me na aldeia do Penedo, situada no interior da Serra de Sintra. A ideia era passear o Tché, o labrador preto de 6 meses, mas, desta vez levei o passeio muito a sério e perdi-me no emaranhado de casas baixas, ruelas a subirem até ao céu, cães bravios por detrás de muros altissimos a adensarem o mistério do que se passará lá dentro, Provavelmente, nada, é tão-só essa estúpida mania dos portugueses de erguerem muros e por cima dos muros grades com bicos de ferro espetados, não sei se por medo de serem assaltados, se por insegurança de serem vistos no recato, essa palavra tão portuguesa que rima com hipócrisia e boas familias.O português endinheirado tipico gosta de ver ameaças em tudo e todos, passeia-se em carros de alta cilindrada e vidros fumados e mora encerrado em quintas com mansões vedadas por muros e grades como se vivesse paredes meias com favelas sul-americanas. Deve ser engraçada a realidade esfumada vista dos seus mundos de dentes cerrados, onde a liberdade se parece mais com um mito urbano que o excesso de dinheiro faz ainda mais duvidar que exista.




A aldeia é mesmo pacata e o excesso de recato parece aqui mais descabido que os marialvas devotos com as mães velhinhas pelo braço a cheirarem a nobiliárquica naftalina. Mais do que dos sítios com história, gosto dos lugares que me inspiram histórias, tragédias, comédias e demais episódios amorosos, como a Rua da Brasileira que desemboca numa residência senhorial com largas janelas de sacada e que nada me convence que ali não viveu uma "Brasileira",  fogosa amante de um nobre que ali tivesse quinta de familia e que motivado por uma paixão recatada se impôs pôr casa à senhora que depois deu nome à rua. Gosto destas conjecturas queirosianas que põem a nu as fraquezas dos homens que se deixam enganar facilmente quando o argumento é absolutamente carnal. O divertido é que as diferenças de séculos se desfazem quando observo os múrmurios sinistros por detrás dos portões de ferro com tabuletas desmotivadoras de violações de propriedade privada " Não nos responsabilizamos por quaisquer danos causados pelos portões eléctricos" bem mais ameaçador que um simples "Cuidado com o cão" dos portões pebleus.         




Sofro por vezes o infortúnio dos optimistas - a falta de instinto desconfiado e a esperança de que haja lugares onde a boa disposição não pague imposto psicológico. Gosto da minha aldeia adoptiva porque, apesar dos muros, as pessoas comuns dizem bom dia e parecem não precisar de uma "boa ocasião" para sorrirem. Os de má consciencia que se encerrem e que se consumam nesse medo dos afectos em desordem e se recriem na inquietação de não terem a alma limpa. Para nós optimistas, haverá sempre essoutra vida onde as crianças brincam na rua e se sujam de terra, os cães são meigos e os velhos têm um olhar de maresia e sem queixume.

     


Saturday, March 23, 2013

BREVES CONTRIBUTOS PARA A COMPREENSÃO DE VESTIDO COM VULVA DE JOANA VASCONCELOS





Pessoalmente sempre me fez impressão a expressão "artistas do regime" porque a considero uma contradição nos próprios termos. Para mim a expressão artista tem que ter conotação com ser livre, contestatário, incómodo, mais ou menos outsider. Artista é aquele que nos faz ver de outro modo e nos faz pensar sobre coisas dadas como adquiridas. Uma obra produzida por um artista tem que acrescentar algo aquilo que vemos e sabemos. Eu sei que esta é, talvez, uma visão demasiado romântica do que deve ser um artista, mas, é a minha visão. Por isso um artista quando é pago pelo regime e o representa, pode ser tudo menos aquilo que espero que um artista seja. Um artista até pode estar "engajado" num determinado status, o artista não tem que ser boémio, miserável e viver num sotão húmido dos suburbios como em La Bohéme. Mas, também não pode estar somente ao serviço do styling do Poder. Não sei se é porque o Poder sempre desprezou a arte, por medo ou ignorância, mas, o facto é que sempre que alguém, po rmais talento que tenha, é bajulado pelas forças no Poder, eu desconfio.

Há uns anos atrás até achava piada a uma certa irreverência de Joana Vasconcelos. Gostava da sua maneira peculiar de pegar em objetos do quotidiano e através de uma ironia sarcástica esculpi-los em outra coisa qualquer muito diverso da sua função. O certo é que hoje Joana Vasconcelos é como Amália foi no passado, uma embaixadora de Portugal. Entretanto, é-lhe reconhecido o valor de levar a tradição e a cultura portuguesa além-fronteiras. Não discuto isso, obviamente. Para mim não é a sua arte que está em questão, é a sua figura e as suas atitudes pró-poder. Num periodo como o que vivemos, em que a contestação está de novo em todo o lado e é transversal a todos os quadrantes politicos e classes sociais e profissionais, não me cai bem que a Joana Vasconcelos esteja completamente apática, surda e muda, ao estado da arte, em particular, e da cultura, em geral, no país. Esta sua nova exposição no Palácio da Ajuda, talvez a sua maior exposição individual, está a ter o mediatismo natural, o que não é natural é que a Joana Vasconcelos se comporte como um jogador de futebol da selecção nacional que vai ser agraciado pelo Presidente da República, com fotos de Estado e atitude cumplice. Pois, mais do que o exagero do look que Joana Vasconcelos escolheu para a ocasião, é a cumplicidade com um Primeiro-Ministro que está a matar a indústria cultural em Portugal que mais me choca na imagem.

Sem um povo culto e instruido não há público para a cultura de qualidade. Por nunca ter havido, em Portugal, uma estratégia coerente e séria de ensino de música, por exemplo, extensivel a todas as outras manifestações artisticas, é que a cultura precisa de subsidios. Há subsidios porque não há público suficiente e não há público suficiente para suportar as produções artisticas porque não há politica de ensino de arte em Portugal. Infelizmente, a arte nunca conseguiu conquistar a atenção do Poder como por exemplo a investigação científica o fez recentemente. Se antes era o Estado Novo ( e até mais atrás) que fazia questão de manter o povo na ignorância porque lhe convinha, depois do 25 de Abril até aos nossos dias, havia e  há sempre outras prioridades para o país antes da educação e da cultura que lhe está directamente conexa. A cultura sempre foi desprezada por quem tomou a cadeira do poder em Portugal, excepto, claro está aqueles artistas apadrinhados pelo regime que caí bem apoiar e encomendar obras que custam fortunas aos contribuintes.

Nunca vou entender muito bem Joana Vasconcelos. Se por um lado, quer mostrar alguma irreverência quer através do seu trabalho, quer na escolha da forma peculiar como a sua pessoa se apresenta, e aqui não vou entrar com apreciações estéticas, por outro lado, aparece em imagens como esta que aqui reproduzo em atitudes institucionais, mas, aparamentada com um dress code formal-oh-apalhaçado que a ocasião (não) requeria. É artista desculpa-se tudo. Até pode ser. Mas, o que eu não desculpo é a sua atitude conivente com o poder que maltrata não só os seus congéneres como a própria cultura e tradição de um povo que ela diz querer defender e preservar. A mim cheira-me a hipócrisia e a foclore, esta imitação tosca de Anna Piaggi. que-encontra-as irmãs-da-cinderela, mas, sem atitude nem inteligência. Porque quando alguém se veste para chamar a atenção, se não há uma atitude inteligente e com substância que a suporte, ficamo-nos pela palhaçada meramente formal e de mau-gosto. Só lamento que os Storytailors que admiro bastante estejam por detrás da imagem de Joana Vasconcelos nestas ocasiões, pois, não acredito que ela seja exatamente a imagem que eles quereriam para as suas criações, e não quero crer que seja o mediatismo e o marketing que isso possa trazer à dupla que os fez aceder a isso, pois, ser falado e comentado pelas más razões nem sempre justifica a popularidade a qualquer preço, ou, justifica?

   



         

Piaggi, a original

Wednesday, March 20, 2013

MANIFESTO ANTI-QUEIXUME


Somos portugueses, somos absolutamente fantásticos sem esforço, temos a coragem no ADN, engraçados por definição e temos um dos padrões mais cool do planeta: as andorinhas pretas sob a parede caiada que a Miuccia Prada inverteu na coleção da Miu Miu primavera 2010. Pena é que só nós é que não sabemos isso! Deixem lá de se queixar malta e vamos aproveitar o que temos e quem somos.

No filme "Bestas do Sul Selvagem" aquela comunidade esquecida mas desafiante a viver numa zona pantanosa separada do mundo por um extenso dique a que chamavam "Banheira", até a pequena Hushpuppy, de seis anos, sabia que os bravos não choram e só os mariquinhas é que se queixam e abandonam o barco... 

Se bem que para muitos portugueses o país vive uma irreversível catástrofe de proporções épicas semelhante à tempestade que inundou a casa de Hushpuppy e destruiu o mundo à sua volta, todos sabemos que a alma portuguesa tem tendência para a tragédia, apesar de também sermos muito bons na comédia de costumes e de termos essa única virtude de nos sabermos rir de nós próprios.

Não querendo desvalorizar o verdadeiro drama que muitos portugueses vivem, em especial os jovens sem perspectivas que são obrigados a sair porta fora, um coisa vos garanto, nós somos bons e temos coisas fantásticas e não são só as andorinhas e os 'bordalos pinheiros', nem só o fado,  treinadores e jogadores de futebol. O que nós NÃO temos e isso desde sempre, é amor próprio e a auto-estima sempre andou mais escondida que uma toupeira velha.

Hoje, após ter assumido funções ligadas à cultura, e lidar todos os dias seja com o movimento associativo seja com a industria cultural ( a razão porque não tenho vindo aqui escrever mais vezes), fiquei com a certeza de que nós somos capazes de fazer coisas absolutamente espantosas sem dinheiro ( ou quase), somos generosos a ponto de fazermos espetáculos de grande qualidade e gratuitos, vejo jovens cheios de talento a trabalhar com a comunidade a troco de meros apoios pontuais ( ou nem isso) onde o único recurso que têm é a persistência e força de vontade para encenar espetáculos que fazem inveja a muitos consagrados no circuito internacional... vejo gente no movimento associativo a levar projetos interessantissimos para a frente com empenho e competência, sacrificando horas e horas de vida pessoal e familiar e a trabalhar sem pedir nada a não ser respeito e reconhecimento.

Deixem lá de se queixar, malta... pois aqueles que mais se queixam são os que por vezes menos razões têm para se queixar. Os que estão a trabalhar no duro e felizes com o que fazem não têm tempo para lamúrias. Defendo que as pessoas não devem calar a voz neste tempo incerto, mas, que devem faze-lo nos sitios adequados e a seguir ir trabalhar. Não é passarem o tempo todo a dizer mal de tudo e todos, com tromba de queixinhas e a acharem que a crise lhes dá direito a serem mal educados e a esquecerem as regras básicas de civismo ou a pensarem que o sorriso e a boa disposição estão suspensos por decreto.

Pois é verdade que estou farta, como dizia o Raul Solnado numa rábula no programa Zip Zip dos anos 70, mas, não é dos portugueses nem de Portugal que estou farta. Estou farta da auto-comiseração do clube dos coitadinhos, desses "No,we can't" que todos os dias podem comer bifes e ir de férias. Desses é que estou farta porque dos outros, daqueles que olham para o céu azul e pintam as nuvens à medida da sua imaginação e até podem comer feijão com arroz todos os dias, mas, têm um enorme smile gravado no olhar e a bondade nas mãos abertas, esses eu venero e desejo ser como eles quando for crescida!

Vamos lá malta, nós somos bons, só que com séculos de existência ainda não o sabemos e precisamos sempre que os outros nos digam e reconheçam, para logo em seguida nos voltarmos a esquecer. O nosso problema não é só a falta de dinheiro, o défice, o sistema financeiro, os bancos, a troika, os alemães... e demais males do capitalismo financeiro. O bicho papão é o nosso mal, esse que come a nossa auto-estima ao pequeno almoço e que arrota arrogância e depois se lamuria com o fado do "vamos andando!".

E se calhar é a nossa sorte, essa mania bem portuguesa de conjugarmos o gerúndio na ação porque enquanto "vamos caindo" temos tempo para desenrascar uma maneira de "irmos evitando" a queda. enquanto isso não era mal pensado irmos sorrindo e carregarmos o gerúndio às costas enquanto de facto trabalhamos.

Somos os nossos próprios inimigos, mais ferozes que os animais pré-históricos - as bestas do sul - que Hushpuppy enfrentou para defender a sua tribo. Mas, somos também um povo que enfrenta as revoluções com flores e a resistência politica se faz com cantautores e atos poéticos. Somos todas as contradições e seus antónimos. Mas, se deixássemos a sociologia do queixume de lado,  se calhar tinhamos tempo para olhar o céu e seguirmos as andorinhas com um gesto poético até à saída do túnel e abrindo os olhos, provavelmente, viamos a luz, por mais cegos que os politicos nos queiram.

Então, malta, se um dia tivemos um "Boi Ascensional" vamos pegar a crise de caras, finta-la como o C. Ronaldo, ter a auto-estima do Mourinho, desenrascar uma maneira de convencer a Troika de que somos assim tão bons e até melhores, e que nunca foram os governos que resolveram os nossos problemas. Infelizmente, no que toca a escolha de quem nos governa, somos como aquelas mulheres que escolhem, recorrentemente, os bandidos para casar porque gostam dos bad guys e os bonzinhos as aborrecem de morte, nesse hálito masoquista de sermos menores e gostarmos de levar no bico.

           
Vamos lá malta, o que faz falta é... não só mantermos "A banheira" à tona mas defendermos o ser português, sem pieguices nem lamurias e se for preciso levamos a banheira rumo a novos mundos como antes fizemos. Deixem lá de se queixar e vamos trabalhar, inçar as velas e partir, não da pátria mas deste conceito comezinho de sermos pequeninos capazes de às vezes fazer coisas em grande.  
  




Monday, March 11, 2013

MODALISBOA TRUST: SHOOTING BY OPEL

 
 
 
Fashion shows, street style photos, interviews, RP's work, image edition, reviews, posts, and Partieeeeeeeeessssssss... no wonder I was looking so tired on the photos. When pleasure and work meet each other, I think I'm no limits but guess what... I am! Lisbon Fashion Week is over but for me it isn't yet, thousand things to do. And I have another job to plan and events to cast...
 
... But I'm happy and soon as possible I will post more photos and reviews from the collection I loved more. Keep connected with Fashion Heroines all over the week.
 
xxxKissesxxxx