Monday, April 8, 2013
INSPIRATION: THE WORLD BEHIND BERGDORF GOODMAN
It’s the most mythic of all American emporiums – a one-of-a-kind Manhattan institution where over the last century, the view of fashion has been transformed into modern art. But behind Bergdorf Goodman’s magical window displays lies a very real world where the rich and famous wield their power and eccentricity, where young and talented designers have their dreams granted and denied, and where money and ambition co-mingle with radical ideas of beauty and provocative style. Now, for the first time, audiences get a chance to peek inside this world, as Matthew Miele’s Scatter My Ashes at Bergdorf’s explores the history, inner workings and untold stories behind the store’s rise from a modest ladies’ tailor shop to a mirror of contemporary culture.
Release Date: May 3, 2013 in New York City, other cities to follow
Starring: Karl Lagerfeld, Oscar De La Renta, Vera Wang, Marc Jacobs, Diane Von Furstenberg, Georgina Chapman, Christian Louboutin, Linda Fargo, Betty Halbreich, and David Hoey
Directed by: Matthew Miele
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É o mais mitico de todos os impérios americanos - uma instituição única de Manhattan durante o último século , onde a visão da moda yem sido transformada em arte moderna. Mas, por detrás da montra da Bergdorf Goodman repousa um mundo bem real onde os ricos e famosos empunham o seu poder e excentricidade, onde os jovens e talentosos designers têm os seus sonhos garantidos ou negados, e onde o dinheiro e a ambição co-existe com ideias mais radicais de beleza e estilo provocativo. Agora, pela primeira vez, as pessoas comuns têm a oportunidade de espreitar para dentro deste mundo, através da sua história explorada por Miele Scatter " My Ashes at Bergdorf's" que conta estórias inéditas por detrás da loja que se transformou de uma modesta boutique de alfaiataria para mulher para o espelho da cultura contemporânea.
Com: Karl Lagerfeld, Oscar de La Renta, Vera Wang, Marc Jacobs, Diane Von Furstenberg, Georgina Chapman, Christian Louboutin, Linda Fargo, Betty Halbreich e David Hoey.
Estreia em Nova IOrque a 3 de Maio de 2013.
PROTEST AGAINST THE BAD WEATHER in places that the only thing good used to be the weather
Portugal está a passar um mau bocado que já dura há séculos, mas, quando os países mais ricos e desenvolvidos que nos vinham com histórias de inveja sobre como eram civilizados e progressistas e como os respetivos povos viviam bem, nós contra-argumentavamos: Pois, pois, pobrezinhos mas cá o Sol brilha mais de 300 dias por ano, as temperaturas primaveris duram as 4 estações e ainda as praias paradisiacas e perder de vista, e obadli-obladá... assim, não havia mau-humor que resistisse aos dias gay tipicamente portugueses, protegidos pelo santo ciclone dos Açores. Está bem que recebemos menos de 1/4 dos ordenados dos europeus do norte, mas, como eles tinham o frio e o cinzento com euros, nós tinhamos o sol e o calor sem euros, o mundo parecia justo e os sacrificios mais ou menos bem repartidos: Paraisos pobres versus países gélidos e cinzentos ricos. E nós iamo-nos conformando e lá iamos andando.
Mas, de repente eis que tudo mudou. Nós continuamos pobres a caminhar para paupérrimos e agora herdamos também as condições metereológicas dos ricos. Isso é que já não podemos suportar. Que nos levem os ordenados e subsidios como se não houvesse amanhã ainda vá; Que os impostos sejam como o monstro-das-bolachas-encontra-o-Garfield-das-lasanhas tudo bem se é pelo bem do país; Que tenhamos que tirar o nossos filhos da universidade por falta de pagamento de propinas e haja gente graduada sem nunca ter posto os pés na universidade é a Lei do Mais Forte; Que nos digam que o estado social era um projeto inviável incontornável como o verdadeiro Comunismo, vá, vá; Que tenhamos que gramar as ordens da TROIKA mesmo que o mundo vire de cabeça para baixo e o país afunde e os submarinos flutuem, pronto é a vida.
AGORA que o Sol nos abandone e o Inverno queira emigrar em força para cá como há anos fizeram os brasileiros, nã, nã , nã... isso não podemos permitir. Isto está a pedir outra REVOLUÇÃO. Está bem que nós já estamos habituados à economia paralela e podemos sempre pedir aos chineses da EDP que façam um fake Sun e nos vendam baratinho o download chinoca, made in Twain, dos dias solarengos; Até somos um país simpático para os estrangeiros, mas, isso já era porque a simpatia só nos advinha do bom tempo e do sol explêndido, agora tornamo-nos quase tão antipáticos como os filandeses mas sem dinheiro que é muito pior. E acreditem em mim que o mau humor de pobre vem sempre seguido de um mau hálito a peixe de enloquecer qualquer um.
Os portugueses aguentam a austeridade e muito mais como dizia o Banqueiro, mas, não aguentam semana após semana essa névoa densa sem D. Sebastião dentro e o stress da chuva imparável que faz tremer as bexigas mais hiperactivas. Até podiamos contratar a Máfia de Leste para descobrir quem nos raptou o Sol e fazermos vingança com as nossas próprias mãos; O que temo é que tenham sido os alemães ressabiados por terem descoberto que foi um paparazzi português que tirou a foto nua da Chanceler no auge da sua juventude. Se bem que se virmos a foto o problema não está na nudez da Merkel mas no facto provado de que ela algum dia foi uma jovem normal e não um produto imaginado por um Frankestein marado com a ajuda de Fritz, o anão corcunda, ainda que o Sarkozy esteja morto (e dúvido que tenha sete vidas como os politicos portugueses que morrem e ressuscitam a um ritmo assustador mesmo para os católicos apostólicos).
De facto os portugueses não aguentam o tempo londrino como se de manhã à noite fossem 7 da tarde! Vão por mim que não aguentam. Faz-lhes falta o churrasco dos domingos patrocionado pela guerra do Pingo Doce com o Continente; Faz-lhes falta o papo vazio e inútil das esplanadas viradas a sul; Faz-lhes falta sairem do trabalho às 4 da tarde e irem até á praia fazerem de tostas e encherem-se de minis fresquinhas... até lhes faz falta queixarem-se do calor logo que o termómetro acusa uns insuportáveis e incandescentes 25º. Vão por mim que os portugueses não aguentam o Inverno dos ricos sem o glamour dos casacos de pêlo de cordeiro da Mongólia, para não falar que faz mais frio no interior das casas tipicas portuguesas que nos igloos dos Inuit. E nós já mostramos que não somos assim tão pacificos como os outros nos pintam. A Revolução dos guarda-chuvas está iminente e desta vez temo que não seja tão ingénua como a dos Cravos. Primavera sem sol é como nos tirarem o Pai Natal e o Menino Jesus ao mesmo tempo, ainda que nos devolvam o subsidio de Natal em duodécimos. Ou o calor chega antes de Agosto ou o governo cai sem apelo nem agravo e a culpa não vem do Palácio Raton. Os portugueses não aguentam ser pobres e não ter sol...temo o pior.
Friday, April 5, 2013
Wednesday, April 3, 2013
THE BLING RING by SOFIA COPPOLA
I can't wait for the new Sofia Coppola's movie "The Bling Ring" based in a true story and facts that really happened.
The Bling Ring" sometimes called the "Hollywood Hills Burglar Bunch", "The Burglar Bunch", or the "Hollywood Hills Burglars", were a group, mostly of teenagers based in and around Calabasas, California, who burgled the homes of several celebrities over a period believed to have been from around October 2008 through August 2009. In total, their activities resulted in the theft of about $3 million in cash and belongings, most of it from Paris Hilton, whose house was burgled several times. However, over 50 homes were reportedly targeted for potential burglary. Nancy Jo Sales, who covered the story for Vanity Fair, called the events "completely unprecedented in the history of Hollywood".
The alleged ringleader of the group, Lee lived in Calabasas with her mother. Lee and her older sister had a privileged upbringing, and she drove a white Audi A4 to school, where she was named "Best Dressed" in the 2007 yearbook. She attended Indian Hills, an alternative school, because she had been expelled from Calabasas High School, and upon graduating was awarded a creative arts scholarship. A year after graduation, she was fined and put on probation for a petty theft incident in which she and Diana Tamayo stole $85 of merchandise from a Sephora cosmetics store. According to Prugo, Lee was obsessed with reality television. Towards the end of the crime spree, Lee moved to Las Vegas to live with her father, which is where she was eventually taken into police custody. She was eventually sentenced to four years in prison. In the Sofia Coppola adaptation, Lee is to be portrayed by newcomer Katie Chang
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Mal posso esperar pelo novo filme de Sofia Coppola The Ring Bling baseado em factos reais The Ring Bling, às vezes chamado de "Hollywood Hills Burglar Bunch” ou os " Assaltantes de Hollywood Hills ", era um grupo, na sua maioria de adolescentes de Calabasas, Califórnia, que assaltou as casas de várias celebridades durante um período que foi de outubro de 2008 a agosto de 2009. A suposta líder do grupo, Lee morava em Calabasas com sua mãe. Lee e sua irmã mais velha tiveram uma educação privilegiada, e Lee conduzia um Audi A4 branco para a escola, onde foi nomeada "Best Dressed" no anuário de 2007. Lee frequentou a escola de Indian Hills, uma escola alternativa, porque tinha sido expulsa de Calabasas, e aí foi premiada com uma bolsa de artes criativas. Um ano depois da formatura, ela foi multada e colocada em liberdade condicional por um incidente de furto em que ela e Diana Tamayo roubaram US $ 85 de mercadoria de uma loja Sephora cosméticos. A partir desse incidente criaram o The Ring Bling donde resultaram roubos de cerca de US $ 3 milhões em dinheiro e bens, a maior parte pertencentes a Paris Hilton, cuja casa foi assaltada várias vezes. No entanto, mais de 50 casas teriam sido alvo de potencial roubo. Lee e o seu grupo acabaram por ser apanhadas e Lee foi condenada a quatro anos de prisão. Na adaptação de Sofia Coppola, Lee será retratado pela novata Katie Chang.
The Bling Ring" sometimes called the "Hollywood Hills Burglar Bunch", "The Burglar Bunch", or the "Hollywood Hills Burglars", were a group, mostly of teenagers based in and around Calabasas, California, who burgled the homes of several celebrities over a period believed to have been from around October 2008 through August 2009. In total, their activities resulted in the theft of about $3 million in cash and belongings, most of it from Paris Hilton, whose house was burgled several times. However, over 50 homes were reportedly targeted for potential burglary. Nancy Jo Sales, who covered the story for Vanity Fair, called the events "completely unprecedented in the history of Hollywood".
The alleged ringleader of the group, Lee lived in Calabasas with her mother. Lee and her older sister had a privileged upbringing, and she drove a white Audi A4 to school, where she was named "Best Dressed" in the 2007 yearbook. She attended Indian Hills, an alternative school, because she had been expelled from Calabasas High School, and upon graduating was awarded a creative arts scholarship. A year after graduation, she was fined and put on probation for a petty theft incident in which she and Diana Tamayo stole $85 of merchandise from a Sephora cosmetics store. According to Prugo, Lee was obsessed with reality television. Towards the end of the crime spree, Lee moved to Las Vegas to live with her father, which is where she was eventually taken into police custody. She was eventually sentenced to four years in prison. In the Sofia Coppola adaptation, Lee is to be portrayed by newcomer Katie Chang
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Mal posso esperar pelo novo filme de Sofia Coppola The Ring Bling baseado em factos reais The Ring Bling, às vezes chamado de "Hollywood Hills Burglar Bunch” ou os " Assaltantes de Hollywood Hills ", era um grupo, na sua maioria de adolescentes de Calabasas, Califórnia, que assaltou as casas de várias celebridades durante um período que foi de outubro de 2008 a agosto de 2009. A suposta líder do grupo, Lee morava em Calabasas com sua mãe. Lee e sua irmã mais velha tiveram uma educação privilegiada, e Lee conduzia um Audi A4 branco para a escola, onde foi nomeada "Best Dressed" no anuário de 2007. Lee frequentou a escola de Indian Hills, uma escola alternativa, porque tinha sido expulsa de Calabasas, e aí foi premiada com uma bolsa de artes criativas. Um ano depois da formatura, ela foi multada e colocada em liberdade condicional por um incidente de furto em que ela e Diana Tamayo roubaram US $ 85 de mercadoria de uma loja Sephora cosméticos. A partir desse incidente criaram o The Ring Bling donde resultaram roubos de cerca de US $ 3 milhões em dinheiro e bens, a maior parte pertencentes a Paris Hilton, cuja casa foi assaltada várias vezes. No entanto, mais de 50 casas teriam sido alvo de potencial roubo. Lee e o seu grupo acabaram por ser apanhadas e Lee foi condenada a quatro anos de prisão. Na adaptação de Sofia Coppola, Lee será retratado pela novata Katie Chang.
Tuesday, April 2, 2013
Courtney Love, Marilyn Manson, Kim Gordon and Ariel Pink Style Themselves in Hedi Slimane's New Potographic Series
Do you rememeber when Yves Saint Laurent dressed both Mick and Bianca Jagger for their wedding in St Tropez, May 1971?
Since the earliest days it was promoted a relationship between rock icons and the house, and once again it happened. This was the time of Marilyn Manson, Kim Gordon, Courtney Love and Ariel Pink that styled themselves for Hedi Slimane to Saint Laurent.
Lembram-se quando Yves Saint Laurent vestiu o casal Mick e Bianca Jagger para o seu casamento em St. Tropez, em Maio de 1971?
Desde sempre YSL promoveu a relação entre a Casa e personalidades icónicas do rock. Desta vez foram Marylin manson, Kim Gordon, Courtney Love e Ariel Pink com styling dos próprios a particpar num projeto de Hedi Slimane para a Saint Laurent.
Thursday, March 28, 2013
FRIDAY'S CHRONICLE: FASHION IS MY FREE WORLD
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| Jak and Jil |
Vivi poucos anos sob o regime de restrição das liberdades fundamentais que assolaram o país décadas e o afundaram nesse obscuro cinzentismo dos embustes da cultura das procissões e romarias. Era demasiado nova ( tinha 8 anos quando se deu a revolução) para recordar com clareza esses tempos de censura e medo que geravam a auto-censura que era bem mais castradora para as condições necessárias à criatividade que a própria censura. A moda portuguesa nesse tempo não existia, e creio mesmo que nem sequer existia a ideia de moda, a não ser aquela que abundava nas revistas de louvores femininos e nas Burdas importadas com moldes de vestidos inspirados na chique moda parasiense. Nesse tempo a moda era hiper-elitista e o fashion world era um mundo fechado e inacessível num absolutismo baseado na ideia de que o luxo era exclusivo de uns poucos eleitos que nunca se misturavam com o comum dos mortais.
Felizmente, que as coisas mudaram, o sistema politico por um lado, e ainda que mais lentamente, a própria ideia de moda que com a internet e o conceito de aldeia global, desceu à rua - como a revolução - e se democratizou para o bem e para o mal. Para o bem porque hoje a moda está acessível a um largo espectro de pessoas e qualquer um que tenha a moda como paixão pode entrar pela porta grande do fashion world com a facilidade que os meios tecnológicos permitem, ou seja, é também, agora, a moda a entrar pelas janelas virtuais das pessoas. Para o mal porque a pressão que se exerce sob os designers e diretores criativos das grandes marcas é enorme, fruto da necessidade de se criar coisas novas a cada 3 meses que rapidamente se tornam velhas mal chegam ao computador do seu público e se difundem nas redes sociais. Por outro temos a presença da fast fashion que as fashion victims idolatram e que muitos vêm como ameaça à verdadeira moda que nada tem de slow actualmente.
Para mim a moda é a expressão máxima da liberdade. Claro que isto não passa de um ideal porque hoje em dia a moda está sujeita a inúmeros constrangimentos de mercado e de um público sedento de novas tendências e a exigir mais quantidade que nem sempre é sinónimo de qualidade. Mas, continuo a achar que a moda é a liberdade quase absoluta de dispor da nossa imagem que é o último reduto da soberania pessoal. Não é por acaso que uma pessoa quando restringida da sua liberdade individual e vai para a prisão é impedida de usar a sua roupa e de determinar a sua própria imagem. A moda é não só o espelho da identidade de uma época, de uma geração, como o simbolo vivo e mutável da contemporaneidade. Pode escrever-se a História da Humanidade só através da história da sua roupa, acessórios e demais objetos de uso quotidiano de embelezamento pessoal. A farda é oposto da moda, é a uniformização e o esbatimento da individualidade em prol de uma ideia de colectivo.
O que eu mais adoro nesta ideia romântica de moda é justamente a capacidade ilimitada de nos auto-determinarmos como seres individuais e que é exclusivo do Homem. Mesmo as fashion victims, em particular, e os fashionistas, em geral, que perseguem em cada estação as tendências ditadas por meia dúzia de marcas e designers que todos querem e desejam usar, mesmo assim, por mais globalizada que a moda esteja, ela é uma resistente porquanto cada tendência se esbate e se modifica de acordo com a personalidade de quem a usa. Mesmo quem imita na perfeição os manequins de montra e copia o que vê nos editoriais de moda, tem sempre aquele "je ne sais quoi" que o distingue dos demais. Esta é a prova de que ninguém consegue copiar o estilo do outro, antes o assimila como seu e nessa sublimação já não é exactamente igual, mesmo naquelas pessoas mais desprovidas de imaginação. Por isso a moda não é só aparência e não trata só do aspecto exterior. A moda nasce do interior das pessoas, da sua liberdade de se auto-determinarem, mesmo quando se diz não gostar de moda e nada ter a ver com moda. Porque a moda é prévia à consciência do que seja a moda. As crianças desde tenra idade já dão a sua opinião sobre o que gostam e não gostam de vestir e já têm as suas preferências estéticas.
Por outro lado, a moda é o acto mais social que existe. Sem sociedade a moda não teria razão de existir. A moda também é o conjunto de códigos mais ou menos intrincados que cada sociedade se apropria para se distinguir das outras e exercer a sua originalidade coletiva. Quanto mais definidos forem esses códigos mais rigida é a sociedade e, pelo contrário, quanto mais permissivos forem mais respeito há pela autonomia e liberdade pessoal. Uma sociedade é tanto mais evoluida quanto consegue, sem perder a sua autoridade e identidade coletiva, dar o máximo de liberdade ao ser individual. A moda é esse espaço de liberdade, indivudual e social.
Claro que, como atrás referi, nem tudo são rosas no fashion world e hoje mais do que nunca se discute a falta de qualidade da criatividade motivada em parte pelas pressões de mercado de retalho que se vêm a braços com uma crise económica, com a ameaça da fast fashion que copia descaradamente as marcas de luxo e com a velocidade que ultrapassa a barreira do som com que as criações dos designers se tornam velhas após a sua dissiminação viral nas redes sociais e blogs mesmo antes de chegarem às lojas. Quem é que ainda suporta a tendência do padrão de riscas a preto e branco quando a primavera só chegou há dias? E aquela saia-calção minimal da Zara em branco que já se tornou mais viral que o Harlem Shake no youtube?
Todavia, e apesar de todos esses constrangimentos a moda ainda é a minha paixão e o meu espaço de liberdade individual. Todos os dias de manhã quando decido o que vou vestir estou a exercer no seu máximo a liberdade de criar e gerir a minha imagem e a forma como vou comunicar com os outros que é como quem diz, a maneira como me sinto nesse dia ou como quero que os outros me vejam. E felizmente, hoje a moda tem um espaço de liberdade tamanho do mundo, ou quem sabe, maior que o universo porque tão infinito quanto a imaginação livre e porque não, rebelde.
NEO-GRUNGE AS A STATEMENT FOR SPRING 2013
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| Dries Van Noten SS 2013 |
The neo-grunge is here acrossing the Spring. The new grunge has been evolving over the course of years. Now, it's shedding the glam-grunge associations and harking back to the effortless days of the '90s - only grown-up and more refined with designers like Dries Van Noten, 3.1 Philip Lim and House of Holland Here's how it's shaping up for spring.
O estilo neo-grunge está em alta nesta primavera. O novo grunge distancia-se do original porque está contaminado por uma aura glam e muito mais refinado e adulto que até lhe chamam glam-grunge. São muitos os designers como Dries Van Noten, 3.1 Philip Lim e House of Holland que se inspiraram neste movimento estético dos anos 90 para criarem as suas coleções para a estação quente de 2013, trazendo o revivalismo ao cenário da moda actual.De facto não há como a disciplina da moda para fundir o passado e o futuro num glorioso presente efémero e ciclico que por vezes chega a ser eterno.
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| 3.1 Philip Lim |
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| House of Holland SS 2013 |
The neo-grunge contains also a romantic atittude which the original style hadn't at all because the grunge is always associated to rebellious and a messy aesthetic. On contrary this season the grunge comes with feminine vibesand with a new interpretation of the loose silhouette.
O neo-grunge contêm também uma atitude romântica qu eé alheia ao estilo original muitas vezes conotado com rebelião e uma estética de "mal-arranjado" que nada tem a ver com a feminilidade e a nova interpretação de uma silhueta solta que não existia no grunge tipico.
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| Acne SS 2013 |
Tuesday, March 26, 2013
FOLIOS FOR MEN: STATEMENT KEY FOR MEN'S SPRING
Num mundo onde tudo parece mover-se à velocidade do som, a imagem do hoem contemporâneo está constantemente a mudar, quebrando fronteiras, abraçando uma atitude mais atrevida, indo buscar elementos à moda feminina e integrando-os de uma forma marcadamente masculina.
The spring 2013 fashion trends introduced the folios for men as a refined and significantly fashionable alternative, with power houses like Burberry Prorsum, Valentino, Jil Sander and Costume National advocating for the men’s clutch bag this season. Envisioned to suit any occasion, the men’s folios are being kept masculine and on point, being available in a large spectrum of fabrics and designs.
As clutches para homem são o elemento chave das tendências de primavera, imprescindiveis nas coleções de Burberry Prorsum, valentino, Jil Sander e Costume National. Uma peça versátil que pode ser usada por todos e em qualquer ocasião, disponiveis num largo espectro de cores e materiais para se adaptarem a qualquer look do mais casual ao mais formal.
SPRING FASHION TRENDS NOW IN YOUR WARDROBE!
Se é verdade que a Primavera chegou mas ninguém deu por isso, também já ninguém aguenta os casacões pesados e as multi-camadas que protegem do frio mas pouco têm de sedutor. Por isso nada como planear o nosso guarda-roupa mesmo que os tempos não sejam de grandes gastos. Não sou adepta de vestir tendências dos pés à cabeça e ninguém me verá alguma vez com mais do que uma tendência num só look. O truque é comprar somente uma ou duas peças absolutamente trendy e mistura-la com as peças de outras estações para um upgrade económico, mas, sobretudo adaptado ao nosso estilo pessoal. Eis aqui algumas tendências para esta primavera ditadas pelas passerelles internacionais e nacionais. Agora é só esxolher a que mais agrada e combina contigo... e com a roupa e acessórios que já tens.
OS NOVOS METÁLICOS
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| Jonathan Saunders SS 2013 |
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| Badgley Mischka S/S ’13. |
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| Alexander Wang SS'13 |
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| Burberry Prorsum |
TRANSPARÊNCIAS
MODERN BOHO
PLASTIFICADOS
BLACK AND WHITE
CROP TOPS
PADRÃO PINCELADAS
CAMO WOMAN
SPORTY CHIC
Sunday, March 24, 2013
WAINTING FOR SPRING...
Não sou nostálgica nem tristonha por natureza, mas, o tempo cinzento afecta-me e põe-me de mau humor, sobretudo quando o calendário nos diz que é tempo de sol e temperaturas amenas. Mas, regra geral a minha disposição não é uma questão tão filosófica ou metafisica que mereça um discurso sobre a matéria que é mais não-matéria. Sai de casa e embrenhei-me na aldeia do Penedo, situada no interior da Serra de Sintra. A ideia era passear o Tché, o labrador preto de 6 meses, mas, desta vez levei o passeio muito a sério e perdi-me no emaranhado de casas baixas, ruelas a subirem até ao céu, cães bravios por detrás de muros altissimos a adensarem o mistério do que se passará lá dentro, Provavelmente, nada, é tão-só essa estúpida mania dos portugueses de erguerem muros e por cima dos muros grades com bicos de ferro espetados, não sei se por medo de serem assaltados, se por insegurança de serem vistos no recato, essa palavra tão portuguesa que rima com hipócrisia e boas familias.O português endinheirado tipico gosta de ver ameaças em tudo e todos, passeia-se em carros de alta cilindrada e vidros fumados e mora encerrado em quintas com mansões vedadas por muros e grades como se vivesse paredes meias com favelas sul-americanas. Deve ser engraçada a realidade esfumada vista dos seus mundos de dentes cerrados, onde a liberdade se parece mais com um mito urbano que o excesso de dinheiro faz ainda mais duvidar que exista.
A aldeia é mesmo pacata e o excesso de recato parece aqui mais descabido que os marialvas devotos com as mães velhinhas pelo braço a cheirarem a nobiliárquica naftalina. Mais do que dos sítios com história, gosto dos lugares que me inspiram histórias, tragédias, comédias e demais episódios amorosos, como a Rua da Brasileira que desemboca numa residência senhorial com largas janelas de sacada e que nada me convence que ali não viveu uma "Brasileira", fogosa amante de um nobre que ali tivesse quinta de familia e que motivado por uma paixão recatada se impôs pôr casa à senhora que depois deu nome à rua. Gosto destas conjecturas queirosianas que põem a nu as fraquezas dos homens que se deixam enganar facilmente quando o argumento é absolutamente carnal. O divertido é que as diferenças de séculos se desfazem quando observo os múrmurios sinistros por detrás dos portões de ferro com tabuletas desmotivadoras de violações de propriedade privada " Não nos responsabilizamos por quaisquer danos causados pelos portões eléctricos" bem mais ameaçador que um simples "Cuidado com o cão" dos portões pebleus.
Sofro por vezes o infortúnio dos optimistas - a falta de instinto desconfiado e a esperança de que haja lugares onde a boa disposição não pague imposto psicológico. Gosto da minha aldeia adoptiva porque, apesar dos muros, as pessoas comuns dizem bom dia e parecem não precisar de uma "boa ocasião" para sorrirem. Os de má consciencia que se encerrem e que se consumam nesse medo dos afectos em desordem e se recriem na inquietação de não terem a alma limpa. Para nós optimistas, haverá sempre essoutra vida onde as crianças brincam na rua e se sujam de terra, os cães são meigos e os velhos têm um olhar de maresia e sem queixume.
Saturday, March 23, 2013
BREVES CONTRIBUTOS PARA A COMPREENSÃO DE VESTIDO COM VULVA DE JOANA VASCONCELOS
Pessoalmente sempre me fez impressão a expressão "artistas do regime" porque a considero uma contradição nos próprios termos. Para mim a expressão artista tem que ter conotação com ser livre, contestatário, incómodo, mais ou menos outsider. Artista é aquele que nos faz ver de outro modo e nos faz pensar sobre coisas dadas como adquiridas. Uma obra produzida por um artista tem que acrescentar algo aquilo que vemos e sabemos. Eu sei que esta é, talvez, uma visão demasiado romântica do que deve ser um artista, mas, é a minha visão. Por isso um artista quando é pago pelo regime e o representa, pode ser tudo menos aquilo que espero que um artista seja. Um artista até pode estar "engajado" num determinado status, o artista não tem que ser boémio, miserável e viver num sotão húmido dos suburbios como em La Bohéme. Mas, também não pode estar somente ao serviço do styling do Poder. Não sei se é porque o Poder sempre desprezou a arte, por medo ou ignorância, mas, o facto é que sempre que alguém, po rmais talento que tenha, é bajulado pelas forças no Poder, eu desconfio.
Há uns anos atrás até achava piada a uma certa irreverência de Joana Vasconcelos. Gostava da sua maneira peculiar de pegar em objetos do quotidiano e através de uma ironia sarcástica esculpi-los em outra coisa qualquer muito diverso da sua função. O certo é que hoje Joana Vasconcelos é como Amália foi no passado, uma embaixadora de Portugal. Entretanto, é-lhe reconhecido o valor de levar a tradição e a cultura portuguesa além-fronteiras. Não discuto isso, obviamente. Para mim não é a sua arte que está em questão, é a sua figura e as suas atitudes pró-poder. Num periodo como o que vivemos, em que a contestação está de novo em todo o lado e é transversal a todos os quadrantes politicos e classes sociais e profissionais, não me cai bem que a Joana Vasconcelos esteja completamente apática, surda e muda, ao estado da arte, em particular, e da cultura, em geral, no país. Esta sua nova exposição no Palácio da Ajuda, talvez a sua maior exposição individual, está a ter o mediatismo natural, o que não é natural é que a Joana Vasconcelos se comporte como um jogador de futebol da selecção nacional que vai ser agraciado pelo Presidente da República, com fotos de Estado e atitude cumplice. Pois, mais do que o exagero do look que Joana Vasconcelos escolheu para a ocasião, é a cumplicidade com um Primeiro-Ministro que está a matar a indústria cultural em Portugal que mais me choca na imagem.
Sem um povo culto e instruido não há público para a cultura de qualidade. Por nunca ter havido, em Portugal, uma estratégia coerente e séria de ensino de música, por exemplo, extensivel a todas as outras manifestações artisticas, é que a cultura precisa de subsidios. Há subsidios porque não há público suficiente e não há público suficiente para suportar as produções artisticas porque não há politica de ensino de arte em Portugal. Infelizmente, a arte nunca conseguiu conquistar a atenção do Poder como por exemplo a investigação científica o fez recentemente. Se antes era o Estado Novo ( e até mais atrás) que fazia questão de manter o povo na ignorância porque lhe convinha, depois do 25 de Abril até aos nossos dias, havia e há sempre outras prioridades para o país antes da educação e da cultura que lhe está directamente conexa. A cultura sempre foi desprezada por quem tomou a cadeira do poder em Portugal, excepto, claro está aqueles artistas apadrinhados pelo regime que caí bem apoiar e encomendar obras que custam fortunas aos contribuintes.
Nunca vou entender muito bem Joana Vasconcelos. Se por um lado, quer mostrar alguma irreverência quer através do seu trabalho, quer na escolha da forma peculiar como a sua pessoa se apresenta, e aqui não vou entrar com apreciações estéticas, por outro lado, aparece em imagens como esta que aqui reproduzo em atitudes institucionais, mas, aparamentada com um dress code formal-oh-apalhaçado que a ocasião (não) requeria. É artista desculpa-se tudo. Até pode ser. Mas, o que eu não desculpo é a sua atitude conivente com o poder que maltrata não só os seus congéneres como a própria cultura e tradição de um povo que ela diz querer defender e preservar. A mim cheira-me a hipócrisia e a foclore, esta imitação tosca de Anna Piaggi. que-encontra-as irmãs-da-cinderela, mas, sem atitude nem inteligência. Porque quando alguém se veste para chamar a atenção, se não há uma atitude inteligente e com substância que a suporte, ficamo-nos pela palhaçada meramente formal e de mau-gosto. Só lamento que os Storytailors que admiro bastante estejam por detrás da imagem de Joana Vasconcelos nestas ocasiões, pois, não acredito que ela seja exatamente a imagem que eles quereriam para as suas criações, e não quero crer que seja o mediatismo e o marketing que isso possa trazer à dupla que os fez aceder a isso, pois, ser falado e comentado pelas más razões nem sempre justifica a popularidade a qualquer preço, ou, justifica?
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| Piaggi, a original |
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