Friday, July 20, 2012

INSPIRAÇÃO: LIFE IS NOT GRAY!


Cada vez mais me convenço que aquilo que as mulheres desejam não é assim tão diferente do que os homens querem e tudo se resume a problemas de comunicação: As mulheres porque não sabem utilizar a expressão “curto e grosso” para dizerem o que lhes vai dentro, e os homens porque julgam que as mulheres querem algo muito sofisticado, longe, portanto, do que eles desejam e nem abordam o assunto com medo de rejeição. E assim o mundo está cheio de gente mal satisfeita por culpa própria. Vem isto a propósito do livro que se arrisca a ser maior best-seller que o Harry Potter e o “Comer, Orar e Amar” juntos e uma séria ameaça ao ranking onde figuram livros como a Bíblia. Falo de “Fifty Shades of Grey” de E.L. James , publicado em Portugal com o titulo “ As Cinquenta Sombras de Grey” pela Lua de Papel.


Pode-se sempre argumentar que a escrita básica e simples e as 99% páginas dedicadas ao tema sexo em dose extra- picante cumprem a fórmula do sucesso fácil, mas, todos sabemos que existem milhões de livros que seguem igualmente esta fórmula e nunca chegam a ver a luz do sucesso mediático. O fenómeno deste livro que eleva o erotismo à categoria de reality show literário, é digno já de diversos artigos cientifico-sociológicos e não há critico literário, jornalista mais ou menos especializado ou site e blogue da moda que não falem do dito cujo. Portanto, é normal que o livro venda e venda cada vez mais porque há o tal efeito bola de neve.

O sucesso começou com as donas de casa americanas e inglesas que ao que parece estão a precisar de apimentar um pouco as suas vidas sensaboronas. Há até quem afirme que este livro que trata acerca de uma jovenzinha estudante virgem e tímida estreante nas lides do sado-masoquismo com um homem mais velho e podre de bom, lhes mudou as respectivas vidas. Seja. Também já ouvi dizer a algumas senhoras respeitáveis que a revista Maria lhes tinha mudado a vida, assim como muitas viram as suas vidas revolucionadas pelo também best-seller “O Segredo” que era livro de praia e comboio das mulheres à beira de um ataque de monotonia há umas estações atrás. No meu entender isso só acontece às pessoas que andam desesperadamente à procura de mudar de vida, pelo que o pretexto que faz com que isso aconteça não é relevante. Há mulheres tão desesperadas que entram numa casa de banho com papel higiénico colorido da Renova e acham que descobriram a pólvora nas suas vidas, chegando à conclusão que o papel vermelho é um sinal de alerta para uma mudança radical na marca das suas pílulas contraceptivas para melhorarem as respectivas vidas sexuais. Enfim...

Por outro lado, o pessoal adora ler criticas negativas e torpes que elevam o objecto criticado à categoria de lixo. Isso fornece logo às pessoas sérias e aos intelectuais ainda mais sérios um pretexto para lerem o “lixo” numa perspectiva de se manterem informados. Tudo pretextos para devorarem a trilogia do lixo sem mácula no curriculum. Depois não é de admirar que o “lixo” venda e seja elevado ao estatuto de um dos maiores sucessos editoriais dos últimos tempos. O que me admira é que pessoas que escrevem realmente sobre cócó (ainda que doce) e literatura fake tipo manual de instruções para totós e adoram fanaticamente os Carreiras da vida tipo pai Tony , filho Mickael e espiritos adjacentes como expoentes máximos da cultura pop(pra)pular, venham depois escrever nos respectivos sítios na internet o quanto estão escandalizados pela má escrita de E.L. James e de como o livro é tão básico e a história tão indecente e que as personagens não têm coerência nenhuma, etc. e tal. Pois, se a história fosse muito decente e profunda, as personagens imaculadas de coerência interna, e a linguagem tão complexa que faria corar o outro James (Joyce) quem é que o lia? E depois, se conhecerem um livro de sexo, sobre sexo e com sexo que seja decente, não me digam que eu não quero saber.

A cultura deve ser uma coisa democrática e para tal devem existir, simultaneamente, pérolas da literatura para os iluminados e livros levezinhos para o povo e as donas de casa do povo e para os que fazem cursos por correspondência. E como o povo é em muito maior número que os iluminados, é matemática básica que os tais livrinhos peso pluma da literatura vendam mais e cheguem com facilidade à categoria de best-sellers! Não há nenhum fenómeno extra-sensorial nisto, ou há?

Quanto a mim mim parece-me que o povo feminino está a precisar é de festa e os homens arrumadinhos deviam pensar nisto á séria porque pode bem ser um sinal do que as suas mulheres andam a precisar mais de pipocar do que de cinema, mais de pimenta africana do que de açúcar pilé, mais chicha vermelha do que de beijocas gourmet cozinhados no banho-maria do romantismo, mais de acção do que de filosofices sobre a complexidade do sexo feminino. É que isto não tem nada de complexo: está provado que as mulheres querem, será que os homens podem? Leiam o livro.

Thursday, July 19, 2012

INSPIRATION: A LESSON OF STYLE


Pic via The Sartorialist




A photo is great when it makes me stop, look again and again and again; This photograph is excellent because it makes ​​me think and breaks down many prejudices by itself. This man is fabulous in his Prada's pajamas with a careful attention to the details that fit together perfectly. The formal white shirt, the classic cufflinks, the "nerd" glasses,the hair to give the perfect tone ... everything in him says fashion ans style. This photo will live in my memory for a long time and that's why I can not resist sharing it.

Uma foto é excelente quando me faz parar, olhar de novo e outra vez e mais outra; Esta fotografia é excelente porque não só me fez pensar como por ela mesma consegue derrubar preconceitos. Este homem está fabuloso no seu pijama Prada e tudo se deve à atenção aos pormenores que combinam entre si perfeitamente. A camisa branca formal, os botões de punho clássicos, os óculos quadradões, o cabelo a dar o tom perfeito tudo neste look respira moda e estilo... Esta foto vai perdurar na minha memória por muito tempo e por isso é que não resisto a partilha-la.

Wednesday, July 18, 2012

INSPIRATION: HIPPIE CHIC


I really love how Daria looks in this shooting...







INSPIRATION: DRAMA COUTURE



Jean Paul Gaultier Couture A/W 2012


Jean Paul Gaultier Couture A/W 2012


Jean Paul Gaultier Couture A/W 2012




Elie Saab Couture A/W 2012



Maison Matin Margiela Couture A/W 2012


Maison Matin Margiela Couture A/W 2012



Maison Matin Margiela Couture A/W 2012


 
(...)

INSPIRATION: THE ÜBER COOL BOND'S WORLD











The Barbican Centre in London, together with EON Productions, are presenting the highly anticipated exhibition Designing 007: Fifty years of Bond Style. Guest curated by fashion historian Bronwyn Cosgrave and oscar-winning costume designer Lindy Hemming, this is quite an extraordinary chance to get seducted into the über cool of the Bond universe.


O Centro Barbican em Londres, em associação com a EON Productions, apresentam a ansiosamente esperada exposição para os amantes incondicionais do 007 intitulada " Designing 007: Fifty years of Bond Style". Com o curador convidado e historiador de moda Bronwyn Cosgrave e a vencedora do Oscar na categoria de melhor figurino Lindy Hemming, esta é certamente a ocasião perfeita para nos deixarmos seduzir novamente pelo universo über cool de James Bond.



Photos: “Designing 007: Fifty years of Bond Style”. Courtesy of Barbican, EON productions and Metro-Goldwyn-Mayer Studios.




INSPIRATION: THEATRICAL FASHION



INSPIRATION: POETIC FASHION


"Style", a poem read by Charles Bukowski (Live recording from 1973).


Tuesday, July 17, 2012

INSPIRATION: COURREGES PART 2





Estes fatos de banho inspirados nos modelos de Courréges andam a perseguir-me incessantemente... está visto que tenho que ir mais ao ginásio!

These swimsuits Courréges inspired are following me everywhere   ... ok, I must go often to the gym!


INSPIRATION: FAME IS ALL WE NEED!




I still don't know yet what I'd think about the new Lady Gaga's fragrance's campaign featured by herself and photographed by Steven Klein. Of course, from Lady Gaga we can only expect something radical, so it is no longer surprising the hard erotic content of the ad. But I think the problem is just the same, the only goal is "to give that talk talk" in which case the mission was perfectly accomplished. Far from prejudiced and conservative considerations (who knows me knows that I am absolutely "open minded"), I think we are heading towards a trivialization of eroticism and to obtain results such as "give that talk talk" we must go ever further. I rather prefer smoother lines, And I've that opinion that sometimes a picture is much more erotic when it doesn't reveal everything and leaves something to understand. Anyway ...we're talking about, aren't we?

Ainda não sei muito bem o que achar da campanha do novo perfume da Lady Gaga com a própria fotografada por Steven Klein. Claro que da Lady Gaga só se pode esperar algo radical que dê que falar e por isso já não constitui surpresa o teor erótico "hard" do anúncio. Mas, o problema a meu ver é esse mesmo, o objectivo é "dar que falar" e nesse caso missão cumprida. Longe de considerações preconceituosas e conservadoras ( quem me conhece sabe que sou absolutamente "open minded" ), acho que estamos a caminhar para uma banalização do erotismo e para se obterem resultados tipo "dar que falar" tem que se ir cada vez mais longe. Por mim sou por linhas mais suaves e defendo que por vezes uma imagem é bem mais erótica quando não revela tudo e deixa algo subentendido. Enfim... a verdade é que estamos a falar do anúncio, não é?

INSPIRATION: WILD AND PREPPY

I loved this...



Ksubi Eyewear 2012 Campaign


Monday, July 16, 2012

INSPIRATION: The Return of The Butterflies





INSPIRATION: THE NEW SHAPES AND COLORS TO COME!






When everybody is at the beach I like 'to remember' the things to come!

INSPIRATION: THE HUMAN CANDLE





A.F. Vandevorst for the Arnhem Mode Biënnale 2011




 



A wax sculpture that was lit like a candle at the beginning of the biennale. This is the endresult at the final our.




INSPIRATION: WALLS' FLOWERS BY DIOR


When they are not only high fashion looks to score a fashion show, but also everything that goes on behind what is not "just" a fashion show but the 1st of Raf Simons for Dior Couture. The flowers of the scenario, as the stitches on each garment, were placed one by one as shown in the video. Fantastic ... There's only one catch, where to look? For the looks created by Simons or the high fashion setting?  

Quando não são só os looks de alta costura a marcar um desfile, mas, também tudo o que se passa por detrás do que não é "Só" um desfile mas o 1º de Raf Simons para a Dior Couture. As flores do cenário, tal como os pontos costurados em cada vestido, foram colocadas uma a uma como se pode ver neste video. Fantástico... Só há um senão, para onde olhar? Para os looks criados por Simons ou para o cenário de alta costura?


FAB SALES AT SPARTOO -60% IN HIGH FASHION

Increasingly adept of quality shopping sites like spartoo.pt and crazy as I am about shoes, it's no wonder that yesterday, after the beach time and in the comfort of my garden facing the Sintra Sierra, I have clung to computer to celebrate the start of the sales season at Spartoo! More than 25,000 models with discounts ranging up to -60%! So I run (the fingers of course) to look for those special models from more expensive brands that were on standby because they weren't enough friendly  to my wallet. I ended up choosing these ones below  but it was not an easy choice!


Cada vez mais adepta dos sites de compras de qualidade como o spartoo.pt e doida como sou por sapatos, não é de admirar que ontem, depois da praia e já no conforto do meu jardim virado para a serra de Sintra, me tenha agarrado ao computador para celebrar o inicio da época de saldos na Spartoo!!! São mais de 25 000 modelos com descontos que vão até -60%! Assim, eis que corro ( os dedos é claro) para procurar os modelos daquelas marcas mais caras que ficaram em stand by porque inacessíveis à minha carteira a preços normais. Acabei por escolher estes que vos mostro mas não foi fácil!





Ikks espadrilles



Botins Ash Erin antes 260,00€ agora 78,00€



Miss Sixty Booties antes 129,00 agora 58,10€


Ikks shoes 165,00€ now 82,50



Belle by Sigerson Morrison shoes 365,00€ now 182,50


Friday, July 13, 2012

INSPIRAÇÃO: ONDE AS MINHAS NÁDEGAS SE ENCONTRAM COM 'O SACRIFICIO' DE ANDREI TARKOVSKY


Quando era uma Teen deslumbrada pelas mulheres que apareciam nas revistas de moda estrangeiras (isto passa-se no tempo pré-Vogue Portuguesa e pré-Maxima que só aparecem um pouco mais tarde) e queria compensar o meu 1,68 que achava “Too shorty” com uma magreza a la pele, fazia dietas que nunca duravam mais de umas horas até que a minha avó aparecesse com os sonhos de abóbora, o arroz doce cremoso e a sopa de feijão com massa e nabiça regada com azeite dourado. Aí prometia a mim mesma que recomeçava a dieta no dia seguinte que normalmente acabava logo com o pequeno-almoço de torradas de pão alentejano com manteiga caseira e açúcar amarelo por cima e um grande copo de leite com toda a gordinha nata fabricada pela santa vaca. Obviamente, que a alimentação era a mais correcta possível mas nessa época, há quarenta anos atrás – ninguém falava em dieta mediterrânica – pouco se sabia de nutrição e seguia-se a tradição e o pouco dinheiro fazia com que se recorre-se só aos produtos da época e dos arredores das quintas vizinhas (não havia Continentes de hipers nem cartões de desconto mas toda a gente poupava mais). Sempre tive, portanto, o meu peso saudável de 55 kg que eu queria descer obsessivamente para 49 que me parecia um número mágico mais consentâneo com a estreante Kate Moss, mas, felizmente a minha força de vontade não tinha a força suficiente para fazer guerra a um bolo de mel caseiro ou às compotas de fruta sazonal da avó Maria Antónia.

Estava eu no meu primeiro ano da faculdade quando abriu o 1º McDonald’s em Portugal, mais propriamente no luxuoso e enorme (e novíssimo) Centro Comercial Amoreiras. Era o supra sumo do lifestyle urbano e (na altura) trendy ir, depois das aulas às sextas à noite, comer um hambúrguer ao McDonald’s e em seguida (se houvesse dinheiro) ir a uma sessão de cinema nas absolutamente modernas salas do novo Centro Comercial.


O luxo das pastiches americanas a contrastar com o velhinho e intelectual Cinema Quarteto, onde íamos a sessões contínuas de cinema á séria em que um mesmo plano de uma árvore levava cerca de 5 minutos a passar no ecrã e os filmes do Manoel de Oliveira pareciam o cúmulo da acção modernista. Mas, nessa altura bem que podia encharcar-me em comida de plástico megacalórica pois andava quilómetros a pé para poupando no passe ter mais dinheiro para ir os programas das sextas e à intelectualidade dos dias de semana passados à porta do Quarteto e das salas King.



Com o advento do fast food a regra d ’O que sabe bem faz bem’ deixou de ser uma evidência que conjugada com as horas progressivamente aumentadas a teclar e a ginasticar somente os músculos dos dedos e as articulações do pulso, fizeram aumentar os nódulos de celulite como crateras lunares enviadas via satélite. Se é certo que o peso se manteve nos 55 kg até hoje isso deve-se sobretudo à lotaria genética cuja sorte me tem favorecido, mas, as horas sentada ao computador e a falta de paciência para comer bem (melhor dizendo cozinhar slow food em lume brando), têm vindo progressivamente a espalmar-me o rabo e a tremer-me o antebraço ao mínimo esboço de adeus. Por isso tomei uma das decisões mais drásticas da minha vida urbana e sedentária – fui viver para uma pequena aldeia deliciosamente rodeada de quintinhas produtoras de todo o tipo de vegetais e fruta, arranjei um jardim que me faz sentir que o meu rabo não é só um apetrecho da Microsoft e para completar o drama inscrevi-me num ginásio low cost com aulas tipo bumbum Brasil e DIY – Abdominais de Aço inoxidável. Isso mais as subidas íngremes em plena Serra de Sintra agora minha vizinha de afortuno que me comprometi a escalar de bike aos fins-de-semana com amigos da natureza, e não tarda estou com o corpo da Demi Mais antes de ela se divorciar do seu Ashton Martin, perdão, Kutcher. Se vou ser mais feliz? Não vos sei dizer, mas, desconfio que o calção do biquíni vai deixar de sobrar para serem as nádegas a delinear a cueca e isso só pode ser bom. Quero em crer que esta nova vidinha vai também delinear o meu coração, faze-lo mais rosado e redondinho, apesar das nádegas terem certamente um efeito directo mais persuasor.

Agora vou ali e já venho ao Did It Yourself – Especial Glúteos e malhar ao som nostálgico do “What a Feeling” from Flashdance.

No fundo, no fundo na minha cabeça não passo daquela adolescente de dupla personalidade que tanto folheava emocionada a Vogue Paris em slow mood e fazia “descubra as diferenças” com as top models da altura, como se extasiava com os planos de ‘ O Sacrifico’ de Tarkovsky como supra-sumo da estética e intelectualidade esperta europeia. Possivelmente, esses dois mundos não estão tão distantes como um olhar supérfluo pode levar a crer. Pois, o monge d’ O Sacrifício acabava por fazer com a árvore seca aquilo que eu estou disposta a fazer com as minhas nádegas: passo a passo e balde após balde, o monge subia uma colina para regar uma árvore seca. Ele acreditava que seu acto era necessário e não duvidava do poder milagroso de sua fé em Deus. Até que certa manhã, a árvore explode de vida. Assim eu tenho fé que um dia as minhas nádegas (e não só) expludam de alegria por debaixo dos skinny jeans. Vai dar tudo ao mesmo na moral da história: nenhuma “rega” será infrutífera desde que feita com fé e perseverança. A ver vamos se vale o sacrífico!









INSPIRATION: THE TRUE BEAUTY AND OTHER STORIES OFF THE BLUE

Na minha busca incessante pela beleza em tudo o que existe, cheguei à conclusão que no que se refere às pessoas a beleza tem mais a ver com boas maneiras e elegância do que no vestir boas marcas e acessórios dispendiosos. Não é por acaso que as minhas “Fashion Heroines” de eleição são sempre pessoas extremamente educadas, delicadas com os outros e isso transborda em gestos, no olhar e até na maneira com que pousam para as câmaras.

A questão é que as boas maneiras e a elegância de espírito que depois se contagia à própria maneira de estar e aparecer, estão hoje cotadas bem abaixo no rating dos “must-have” das it-girls e das celebridades. De facto, é bem mais fácil comprar uma mala Louis Vuitton último modelo e depois aparecer em todo o lado a mostrar a nova aquisição, do que adquirir esse charme natural das pessoas bem educadas que esbanjam respeito e até uma certa humildade sem submissão que não está á venda nas melhores boutiques da 5º Avenida ou na Rive Gauche.


Não me perco na nostalgia do passado, nem sou das que afirmam que o tempo passado é que era fantástico e que o presente é uma miséria, nada disso. É possível encontrar pessoa dotadas de uma elegância excepcional hoje, como há 40 anos atrás. O que mudou tem mais a ver com o paradigma dos lugares onde se encontram essas pessoas realmente belas. Se dantes era fácil encontra-las entre os famosos e nas fotos que as revistas divulgavam incessantemente, passando por actrizes, top models, realeza e outras celebridades, agora é muito mais difícil encontrar esse tipo de pessoas entre as que pisam o tapete vermelho e nas badaladas festas da moda. Elas existem, mas, possivelmente, faz parte do seu conceito de boa educação e elegância não andarem a pavonear-se frente aos paparazzi, fotógrafos de street style e bloggers de diversas proveniências.

A fama pode, muitas vezes, ser uma forma de deselegância se vivida com pompa e circunstância e pouco ou nenhum conteúdo. As pessoas que de repente se viram catapultadas para o barulho dos holofotes, seja por terem tido um sucesso instantâneo num qualquer video do youtube ou reality show televisivo, não tiveram tempo de aprender que o deslumbramento é muitas vezes o antídoto da elegância e usam a arrogância e os maus modos como arma de defesa para uma guerra de audiências para a qual não estão minimamente preparadas. Hoje em dia as celebridades são tão instantâneas como o pudim flan em que basta juntar algum brilho e agitar. Seguindo o caminho mais fácil, deixam-se vestir, adornar e maquilhar por gente que (sobre)vive nas suas sombras, dão-lhe o guião completo para saberem o que dizer em cada momento, e sofrem polimentos de um verniz de fraca qualidade que estala ao mínimo contratempo.



Felizmente, acho que se está a percorrer um caminho de retorno à naturalidade e à frescura para definir conceitos tão etéreos como beleza e estilo. Não é por acaso que se uns seguem o caminho da fama tão instantânea quanto volátil, onde a internet contribui em grande parte para a sua queda e ascensão com um curtíssimo prazo de validade, outros preferem construir o seu sucesso duradoiro baseado na solidez das suas carreiras, no talento e no árduo trabalho e são sempre esses que no fim das contas acabamos por admirar e que nos ensinam não a copia-los à exaustão, mas, que nos inspiram a desenvolver aquilo que temos de melhor dentro de nós.




Por mais dinheiro que tenhamos para gastar em roupa, sapatos, malas e acessórios, por mais operações plásticas que façamos, por mais ginásios e personal trainers que frequentemos, por mais que invistamos em produtos milagrosos da última geração para nos mantermos jovens e atraentes, não podemos parar a insustentável inevitabilidade do tempo que por nós passa e nos marca com a vida que levámos.


Estou à beira de completar 47 anos e digo-vos que não é fácil olhar o espelho e repararmos que cada dia nos distanciamos mais do que fomos enquanto jovens inconscientes. E por estar mais consciente de mim sei que não serve de nada negar evidências e afirmar que agora é que é e que a beleza da idade madura é melhor. Tretas e negação não levam a lado nenhum. Não há nada melhor que aquele tempo em que nos levantávamos da cama com as faces rosadas e o cabelo brilhante e desgrenhado e estávamos prontas para fazer um qualquer editorial de moda do tipo “Despertares” ou “Hot Mornings”. É que as manhãs agora não têm nada de “Hot”! Mas, quando saímos da casa de banho, depois de nos perfumarmos e nos esmerarmos com uns cremes e pozinhos de perlimpimpim e nos termos cuidado com carinho e gosto e sobretudo de termos olhado para o espelho e termos gostado de nós, sentimos que a beleza está lá, leva é um bocadinho mais de tempo a acordar!

Thursday, July 12, 2012

INSPIRATION: COURREGES



Courèges original swimwear

You may not know but Andrè Courreges was invited in 1972 to create the official uniform of the Olympic Games of Munich, which unfortunately were famous not by the father of the Space Age's creations, but by the terrorist massacre of athletes, that becoming the biggest nightmare ever in the history of the Olympics. Tragedy aside, this is the year of the London Olympics that are just starting, and it is no wonder that the greatest fashion designers were inspired by the famous games and sports in general for designed their collections. I've already spoken today about the sporty chic trend HERE and now I brought you a swimsuit originally created by Courreges reinvented now by Nasty Gal. I know this is is not a swimsuit for all of us because this model requires a very athletic and toned body, but it is not also for too skinnies. Since I saw this model available HERE it became an inspiration for my gym's adventures. Probably I never get there but  at least I will get an health gain and improved quality of life!




Talvez não saibam mas Andrè Courrèges foi convidado, em 1972, para criar os uniformes oficiais dos Jogos Olimpicos de Munique que, infelizmente, ficaram famosos não pelas criações do pai da Space Age ( 1964), mas, pelo massacre terrorista de que foram alvo atletas participantes, transformando-se no maior pesadelo já ocorrido na história das Olimpiadas. Tragédia à parte, este é o ano das Olimpíadas de Londres que estão justamente a começar, e não é por acaso que os maiores criadores da actualidade se inspiraram nos famosos jogos e no desporto em geral para as suas colecções. Já aqui falei hoje na tendência sporty chic e agora trago-vos o fato de banho criado por Courrèges reinventado pela Nasty Gal. Bem sei que não é para todas porque este modelo exige um corpo bem atlético e tonificado, mas, também não é para escanzeladas. Desde que vi este modelo à venda AQUI que tem servido de modelo de inspiração para as minhas idas ao ginásio. Não sei se lá chego mas pelo menos ganho em saúde e maior qualidade de vida! 



Swimsuit Courrèges' inspired by Nasty Gal


INSPIRATION: YELLOW by DIOR



I've been a fan of Raf Simons since ever mainly his work for Jil Sander, and his first collection for Dior Couture did not disappoint. With the support of respected friends of the Fashion World as Alber Elbaz, Marc Jacobs, Donatella Versace in the front row of his first couture show for the iconic brand, the Belgian designer made ​​a trip through the 40's and gave his very own twist to the Dior's New Look. This yellow dress (image above on the right) is one of the most talked in sites and fashion blogs, and it brings us once more to the nostalgic past from the 50's and 60's. How can we forget one of the most iconic creations of Cristobal Balenciaga, the yellow dress (pictured left) that is exposed in the museum with his name? Raf Simons visiting the past brought us a great view of the future with a show that was one of my fave from Haute Couture Fall 2012.


Fui sempre uma admiradora de Raf Simons sobretudo do seu trabalho para Jil Sander, e esta sua primeira colecção Couture para a Dior não decepcionou. Com o apoio de conceituados amigos do Fashion World como Alber Elbaz, Marc Jacobs, Donatella Versace na fila da frente do seu primeiro desfile couture para a icónica marca, o designer belga fez uma viagem pelos anos 40 e deu o twist muito próprio ao New Look consagrado por Christian Dior. Este vestido amarelo da imagem acima e um dos preferidos e mais comentados nos sites e blogs de moda, remete-nos mais uma vez para o nostálgico passado dos anos 50 e 60 de Cristóbal Balenciaga e para a sua criação ( na imagem à esquerda) que se encontra exposta no Museu com o seu nome. A moda do passado que se mistura com o pré- futuro de Raf Simons num dos meus desfiles favoritos de Haute Couture Fall 2012.


  

INSPIRATION: THE ART OF BEING SUPERFLUOUS




Jean Paul Gaultier Fall 2012 Couture


Hoje recebi uma mensagem via facebook de uma senhora que não está entre os meus amigos facebookianos e que dizia simplesmente “Superfula”. Descontando os erros gramaticais da palavra que pode bem dizer algo sobre o perfil da senhora em causa, a palavra supérflua deixo-me a pensar… De facto, numa leitura mais supérflua é certo que a maior parte dos meus posts no facebook e aqui no blog –se debruçam sobre o pacote exterior das pessoas, o que elas vestem ou calçam, como se apresentam e como comunicam porque o tema principal é a moda. Mas, tenho tido a preocupação (que não é bem uma preocupação, mas, antes um gosto pessoal em faze-lo) de acentuar o lado artístico e criativo das pessoas de quem falo. Não entrando na eterna discussão se a moda é uma arte autónoma e se possui o mesmo estatuto da pintura, da literatura ou da arquitectura entre outras, sou da opinião que a moda é uma disciplina criativa que hoje em dia está absolutamente dependente de outras disciplinas criativas correlacionadas e sem as quais não sobrevive como sejam a fotografia, a cenografia, a música, o cinema e vídeo, a coreografia, etc. etc. Montar uma campanha publicitária para promover uma marca de moda exige hoje contratar os melhores fotógrafos, os melhores realizadores e produtores, a nata dos stylists, maquilhadores e cabeleireiros e muitos outros que tornam possível que essas campanhas a meu ver sejam autênticas obras de arte, por vezes curtas-metragens realizadas pelos mais conceituados realizadores de cinema, tudo do melhor que há na arte contemporânea. Também é sabido das estreitas colaborações entre certas marcas e grandes artistas reconhecidos como os melhores na sua área, pintores, ilustradores, arquitectos, designers que dão aos produtos comercializados pela marca o seu toque pessoal e criativo e que só com muito preconceito se pode dizer que não é arte porque é moda ou resulta num objecto útil como uns ténis ou uma mala. O que esta senhora que me interpelou no facebook desconhece, provavelmente, é que a moda não é só os sapatos B, o vestido A ou a personalidade pública X; O que essa senhora ainda jovem e com a cabeça cheia de preconceitos supérfluos não entende é que se é certo que a moda é, sobretudo, aquilo que os criadores e designers criam a cada seis meses, mas, que apesar da sua volatilidade e das pressões de mercado e das marcas que representam para vender e dar lucro, são criações com tanto valor como uma escultura fabulosa na areia ou no gelo, um graffiti como arte de rua ou uma representação excepcional no teatro que apesar de ter consumo instantâneo ninguém discute que é arte. Por outro lado, um vestido de alta-costura pode levar meses e meses a ser feito à mão e ponto por ponto tecido o seu bordado ou renda ou pregas por autênticas artistas artesãs… e, depois, vir a ser apreciado anos mais tarde, numa qualquer exposição como representante por direito de um certo estilo de época ou ilustrar um pedaço da nobre História e servir para compreende-la, disciplina que ninguém discute a intelectualidade inerente. Por certo existe muita coisa (e pessoas) supérfluas à volta da moda, como existe à volta de determinados artistas e actores e que se aproveitam dos seus talentos para parasitar e obterem créditos sociais. Mas, o medíocre ambiente que se vive, por vezes, à volta da moda não é culpa dos criadores e designers ou das pessoas envolvidas no processo criativo. São soundbites de gente que tais insectos parasitas habitam as luzes da ribalta conseguida pelo talento e mérito de outros, esses sim os verdadeiros artistas. Nem sequer tenho a certeza de que os talentosos criadores de moda estejam de facto preocupados em classificações supérfluas de que o que fazem é ou não é arte. Isso é tão-só uma questão teórica para os críticos e teorizadores que gostam de justificar tudo e de classificar cada átomo que existe e assim se entreterem enquanto os criadores inventam e criam algo de extraordinário. Só tenho a certeza daquilo que eu faço no meu blog e divulgo nas redes sociais que é uma declaração diária de amor ao que a vida tem de mais belo que me encanta e me inspira a ser uma pessoa mais bonita e melhor, seja o belo criado pelo homem, pela natureza ou por um feliz acaso a que muitos chamam deus. Se isso é supérfluo, pois, seja, mas, sinceramente mete-me dó tais pessoas que só consideram profundo e digno de nota a fealdade e o preconceito, a começar pelas suas próprias pessoas que teriam muito a ganhar se de vez em quando se deixassem inundar pelo supérfluo de quererem ser bonitas, saudáveis e mais tolerantes.   

Dasha Z by Nikolay Biryukov in ‘Mirror, Mirror’ for Fashion Gone Rogue